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Recife

"Vou voltar a vida como sempre foi", diz Weverton que chegou dos EUA após fazer transplante

  • Lissandro Nascimento
"Vou voltar a vida como sempre foi", diz Weverton que chegou dos EUA após fazer transplante
Retorno de Weverton ao Brasil Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Retorno de Weverton ao Brasil. Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Jovem de Vitória de Santo Antão passou mais de um ano e meio nos Estados Unidos, após a realização do transplante. Cirurgia custou cerca de R$ 4 milhões e foi custeada pelo governo após ação judicial. 

Por G1 PE

Mais de um ano e meio após ter viajado aos Estados Unidos para realizar um transplante de intestino, o jovem Weverton Fagner Gomes, de 20 anos, reencontrou familiares e amigos, ao desembarcar no Recife, nesta quinta-feira (8). O estudante, de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul de Pernambuco, foi diagnosticado com câncer de intestino, em 2015, e passou quatro meses internado na capital pernambucana, à espera da arrecadação de fundos para a cirurgia. O procedimento, orçado em R$ 4 milhões foi realizado no Jackson Memorial, hospital em Miami referência nesse tipo de operação.

Ao rever os amigos, de quem desde 2015 estava separado, o sentimento expressado por Weverton era de felicidade. Como o transplante pelo qual o jovem passou não é feito no Brasil, os pais do estudante recorreram à Justiça pedindo que o governo federal arcasse com os R$ 4 milhões necessários para a realização da cirurgia. Junto com os colegas de classe do garoto, também empreenderam a campanha #ForçaWeverton, que procurou mobilizar as pessoas a fazerem doações.

O jovem desembarcou por volta das 7h desta quinta, no Aeroporto do Recife, na Zonas Sul da capital. “Não lembro de muita coisa de alguns períodos, principalmente os da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas esse período foi bem difícil. Agora, vou estudar, vou voltar a vida como sempre foi. Agradeço a Deus e a todos os que me ajudaram nessa luta. Vou seguir a vida normal, vamos ver no que vai dar”, disse o jovem.

Primo de Weverton, Nadjânio Duarte explicou que a espera pelo jovem foi marcada pela apreensão. “Estávamos há um ano e seis meses sem vê-lo e muitas pessoas duvidaram que isso seria possível. Corremos atrás com ação judicial e campanhas e essa é a prova de que todo o nosso esforço foi recompensado”, disse.