No início dos anos 90, a Desportiva Vitória surgiu com muita força no Campeonato Pernambucano. O Tricolor das Tabocas foi terceiro colocado em 1991 – chegou a bater o Sport, que seria o campeão do certame daquele ano, por 3×0, pela 2ª fase do 1º turno.
Com jogadores como Fernando, Arlan, Nem e Luís Carlos, a equipe acabou, na época, roubando do Central o rótulo de quarta força do Estado. Mas o tempo passou e os bons resultados foram dando lugar a dívidas trabalhistas.
O clube fechou as portas e só voltou em 2008, já com o nome de Acadêmica Vitória. Foi campeão da Série A2, conquistando o acesso para a Primeira Divisão. Mas a reestreia na elite foi penosa, com o clube só livrando-se do rebaixamento nas últimas rodadas.
O Nordeste é muito farto em talentos e os clubes da região precisam aproveitá-los”, disse Paulo Mayeda, gerente de futebol do time profissional e das categorias de base do Vitória.
Mayeda está no time das Tabocas há um ano. Ele foi contratado pelo presidente do clube, Paulo Roberto (responsável pela montagem do time que fez sucesso nos anos 90) sobretudo para desenvolver esse trabalho com a garotada. Mayeda foi funcionário do Santos entre 2000 e 2002, época onde foram revelados muitos jovens na Vila Belmiro, como Robinho, Diego e Elano, dentre outros. “Eles renderam R$ 150 milhões ao Santos”, destacou Mayeda.O atacante Aleandro, um dos destaques do último Estadual ao marcar nove gols pelo Vitória, jogando apenas o segundo turno, é a aposta de gols. Aleandro volta após não ter sido aproveitado na Série D pelo Santa Cruz.
O clube ainda se reforçou com o experiente meia Clóvis, que já vestiu a camisa do Atlético-PR, Cerro Porteño (Paraguai) e Peñarol (Uruguai), o atacante Bruno Garcia, que começou a carreira no Palmeiras e o goleiro Rodrigo, ex-Santo André.
(Jornal do Commercio)







