por Gilberto Claudino Júnior
Com o passar do tempo Vitória de Santo Antão se desenvolveu de tal forma que os governantes não acompanharam tamanho incremento, o processo de urbanização agravado pelo êxodo rural, a falta de políticas que garantissem o povo no campo e outros fatores, fizeram com que nossa cidade “inchasse”, esta desordem iniciou-se em meados dos anos 60 e 70 com o governo do falecido Dr. Ivo Queiroz, que fez muitas doações de terrenos por todo o território vitoriense e assim, desordenando o processo de urbanização de Vitória.

Vivemos um grande momento para a história da nossa cidade, com a chegada de grandes indústrias, o centro comercial vitoriense começou novamente a dá o ar da sua graça, ressurgindo das cinzas. Empresas multinacionais que trazem emprego e qualificação profissional para os jovens vitorienses implantam na cidade uma nova discussão sobre atualidades, pode-se observar que a chegada destas fábricas é notícia em todos os noticiários locais e regionais, permitindo para quem passa pela cidade a indagar o motivo para que estas grandes fábricas aqui se instalem.
Há quem venda a ideia de que foi por conta de políticos da província talvez do coroné A e o coroné B, ou ainda falam até do coroné C, nem sabe lá das quantas. Notadamente Vitória de Santo Antão é uma cidade bem localizada, cortada pela BR 232, banhada por vários rios e dá acesso a BR 101, através da PE 45, além de deter a disponibilidade ao gás, com isso torna-se viável a implantação de empresas em nossa região pelo fator acessibilidade e facilidades garantidas pelo Governo Estadual através de isenção de impostos e outros tratados.
Só que falta muito para Vitória se organizar. Esta demanda industrial permite a Vitória de Santo Antão um grande debate em torno de sua urbanização, do meio ambiente e da qualificação profissional da mão de obra local. Acredito sinceramente que falte primeiro a profissionalização dos gestores públicos municipais para administrar a cidade de forma correta e na compreensão desse desenvolvimento.
As questões políticas em Vitória de Santo Antão sobrepõem a necessidade de buscar investimentos nas áreas de infra-estrutura, educação, saúde, segurança, cultura e esportes. Vemos ao nosso redor cidades crescendo pelo simples fato de que os seus políticos se unem em torno de um projeto de desenvolvimento de suas cidades e de sua região. Os palanques se desarmam! Já em Vitória de Santo Antão a campanha eleitoral se perdura por todo tempo.
Políticos da província utiliza-se de meios de comunicação que eram para servir de instrumento de cultura, educação, informação e arte ao povo vitoriense, porém serve para a execração pública de seus concorrentes políticos. Projetam-se através de verbetes de baixo calão, impróprias para os horários em questão.
Vitória de Santo Antão têm hoje quatro emissoras de rádio e duas de TV. As emissoras de TV, ambas repetidoras, só que uma com programação que é levada para região de Vitória e o Grande Recife, a outra com programação local em vários horários que abusam da liberdade de imprensa e execram publicamente diversos homens vitorienses e os seus adversários políticos.
É lamentável a forma esculhambada que o dono de uma das redes de TV entra para falar de seus feitos, em vários horários da programação local.
Penso que uma cidade do tamanho da nossa Vitória detém competência por fazer mudar esse futuro que nos aguarda: sombrio, permeada por uma política suja e mesquinha que vem ditar os próximos pleitos eleitorais.
Precisamos acreditar no nosso potencial e começar a questionar o problema que têm na nossa rua, na nossa comunidade, propondo soluções que assegurem o desenvolvimento, durante muitas décadas pela frente.
Não é de se estranhar que a Prefeitura tenha servido de cabide de empregos, onde em uma simples conta cada residência em Vitória de Santo Antão tenha um emprego de salário mínimo, permitindo para quem estiver em seu comando o voto garantido. Multiplicado através daquela família, vamos deduzir que a Prefeitura tenha empregado cinco mil pessoas de famílias diferentes, pense que cada família disponha de cinco eleitores, multiplique este salário por cinco votos e tenha o total de vinte e cinco mil votos.
Já percebendo que em Vitória de Santo Antão tal prefeito se elege com a margem de trinta mil votos, este é um exemplo bem prático e de fácil entendimento.
A industrialização que acontece em Vitória de Santo Antão será um calo no pé dos políticos locais que não têm competência para criar ações desenvolvimentistas para a cidade. Sabem sim, criar cabos eleitorais agregados ao poder público.
A formação dada pelas empresas é muito mais que técnica, é também cidadã. Assim os formandos destas capacitações começam a entender o verdadeiro fato desse ciclo vicioso na cidade. Espera-se que daqui em diante possa se desprender destes políticos.
A consolidação do desenvolvimento local passa pela quebra deste ciclo vicioso.

Por Gilberto Claudino Júnior,
Correspondente do Blog.







