
Comunidade quilombola onde Guilherme nasceu é desprovida de farmácias e hospital; no local, a cultura negra é honrada e respeitada em memória de milhares de ex-escravos (Foto: Daniel Gomes)
Matéria do GloboEsporte.com
Guilherme dos Santos é tímido. Quando conversa, poucas vezes mira quem está na sua frente, e o olhar se inclina sobre o chão. As respostas são rápidas, com poucas palavras. A timidez é facilmente notada, mas quando o tema é racismo, o jovem de 19 anos, natural da comunidade quilombola Chã dos Negros e volante da Acadêmica Vitória-PE, time que está nas semifinais da Série A2 do Campeonato Pernambucano, se transforma: fala com propriedade, embora desconheça as causas de esse tabu ainda existir.
O preconceito racial sempre fez parte de sua vida. Tanto é que o jogador recém-profissionalizado nem é conhecido pelo próprio nome. O apelido é mais forte: Escuro.
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