PAULISTA Crianças e adolescentes, com idades entre 2 e 13 anos, afirmaram à polícia terem sido abusados pelo avô, por tios e um primo
Jornal do Commercio
Um caso grave de abuso sexual envolvendo três crianças e um adolescente, com suspeita de participação de várias pessoas de uma mesma família, foi denunciado anteontem na Delegacia de Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
Segundo o pai de duas das possíveis vítimas, adultos da família estariam abusando tanto dos seus filhos quanto de dois enteados, todos menores. As vítimas têm entre 2 e 13 anos de idade e estariam sofrendo os abusos há, pelo menos, um ano.
Ainda de acordo com a denúncia, pelo menos quatro pessoas estariam envolvidas no crime. Os menores passavam o dia na casa dos avós com uma certa frequência e os abusos possivelmente eram praticados lá, pelo avô dos garotos, por tios e um primo.
O pai e padrasto dos garotos disse que desconfiou dos abusos porque observou uma das crianças com assaduras na área genital. E, quando questionou o menino, ouviu como resposta que teria tido um problema digestivo. Inconformado com a afirmação, o homem decidiu examinar a outra criança e acabou percebendo também marcas de abuso no corpo dela.
As crianças foram ouvidas pelo delegado Jorge Ferreira, da Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA). Ele afirmou, em entrevista à TV Jornal, que as denúncias têm fundamento porque as possíveis vítimas confirmaram tudo à polícia.
O denunciante disse ainda à polícia que questionou os filhos e enteados sobre o porquê de ficarem calados diante dos abusos. Eles revelaram, então, que eram ameaçadas de morte.
Jorge Ferreira salientou que irá intimar (provavelmente na próxima semana) os possíveis agressores citados pelas crianças para prestarem depoimento na delegacia. Os menores foram encaminhados ao Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, para fazer exames de corpo de delito. Por enquanto, todos ficarão sob custódia do Conselho Tutelar de Paulista, mas o delegado ressaltou que deverá tomar medidas de proteção, como retirá-los do convívio com os possíveis agressores.






