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Violência estrutural

  • A Voz da Vitória

Por Hely Ferreira *

Vivemos em uma sociedade cada vez mais violenta. Há quem diga que estamos vivendo a era do Estado hobbesiano. Não foi debalde a firmação de Hegel de que a história é um “imenso matadouro”.

A violência salta aos olhos. Assistimos a casos em que a mídia explora sem nenhuma reflexão acendrada ou científica a respeito do fato. Estupros, seqüestros, homicídios etc. Casos como o de Daniela Peres, Suzane, Nardoni e Eloá são explorados pelos meios de comunicação, promovendo no povo uma pseudo idéia de justiça.
No que tange à relação entre violência e política, há visivelmente um problema estrutural. Basta observarmos as crianças que nascem e vivem em locais completamente antagônicos ao habitat humano. Enquanto isso ocorre, muitos estão alheios aos fatos narrados, mas estão preocupados com o aborto da cantora Ivete Sangalo.
Não que o aborto não seja algo relevante, mas ao se falar de violência estrutural, muitos não esboçam aversão ao problema, pelo contrário, estão dispostos a participar da chamada violência passiva onde a omissão em acidentes de trânsito, de trabalho, como diz a letra da canção “Construção” de Chico Buarque não produz indignação em grande parte da sociedade. O crime de racismo, entendido em nossa Carta Magna como conduta inafiançável, ainda ocorre com freqüência no Brasil, como se aqui não existisse miscigenação.
A sociedade do século XXI tem convivido com a prática cada vez maior do terrorismo. Países como os Estados Unidos da América do Norte, Espanha e outros já foram e estão sendo vítimas constantes da prática terrorista. Em nome da fé e do poder político o terrorismo se faz presente na agenda da sociedade atual.
O comportamento adotado por Israel tem despertado o interesse dos estudiosos da política internacional, levando à triste conclusão de que a ala sionista dominante no Estado de Israel resolveu adotar com os palestinos a política de terror que, segundo se acredita, os judeus teriam padecido na era de um certo cabo austríaco, convincente orador de massas, chamado Adolf qualquer coisa…
Por Helly Ferreira

* Cientista político.