A dengue é uma doença perfeitamente tratável, as pessoas não deveriam morrer disso”, diz ele.Para cumprir o objetivo, ele afirma que o estado investirá em fortalecimento da rede de atendimento médico e em ações de educação da população. “Quanto mais estruturada estiver a rede melhor é a chance de um caso de dengue não evoluir para um caso grave”, explica.
O enfrentamento da doença no Rio, segundo Ribeiro, ocorre o ano inteiro e, segundo ele, não há uma “intensificação” no verão. “O que muda é o foco”, afirma.
O mesmo acontece no estado de São Paulo, de acordo com o coordenador da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) da Secretaria de Estado da Saúde, Affonso Viviane Junior. “Dengue é uma coisa que se combate o ano inteiro.
“Nossa expectativa para o verão é que o trabalho que desenvolvemos ao longo do ano dê resultados e evite a transmissão de uma maneira mais intensa”, afirma.
Nos últimos meses, o governo paulista tem focado as ações de orientação de municípios em 216 cidades entre 10 mil e 100 mil habitantes. “Nós temos um grupo de 55 cidades prioritárias, que são as maiores cidades do estado, com as quais temos trabalhado intensamente ao longo dos últimos anos.
Essas cidades estão preparadas, elas já desenvolveram uma capacitação de combate. Agora, vamos fazer o mesmo com os municípios menores”, explica Viviane.Na capital paulista, 7,4 mil agentes trabalham durante o ano todo no enfrentamento da doença.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, esse grupo trabalha “rotineiramente no levantamento das áreas de maior risco da cidade”. No verão, o trabalho apenas se aproxima dos moradores, “para relembrar a população da importância desse cuidado”.
Ação federal
Na esfera federal, o ministério lançou a campanha publicitária “Brasil unido
Há também kits suficientes para fazer 170 mil exames diagnósticos.Além disso, Ministério da Saúde também vai implementar, em fase de testes, um sistema informatizado para o registro e o acompanhamento de todos os casos de dengue, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação.
Municípios, estados e governo federal poderam registrar e acompanhar a evolução da doença.No próximo dia 24, o Ministério da Saúde divulgará também o resultado de levantamento sobre a infestação do mosquito da dengue. “São esses dados que vão nos dar a noção do que podemos esperar para os próximos meses.
Os lugares com maior presença do Aedes aegypti serão aqueles em que o governo poderá concentrar seu trabalho”, explica o infectologista Marcelo Buratt, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Cuidado em casa
Todo o trabalho do governo, no entanto, não adianta nada sem a colaboração da população, acreditam tanto gestores quanto especialistas médicos.“Todo mundo culpa o governo, mas são medidas individuais que controlam o mosquito”, afirma o infectologista Paulo Olzon, professor de clínica médica da Unifesp.“O ideal seria que as pessoas não precisassem que um agente de saúde batesse em sua porta para saber que elas não podem deixar água parada em casa.
O ideal seria que as pessoas não esperassem o governo, porque, a essa altura, todo mundo já sabe muito bem o que é preciso fazer para controlar a dengue”, diz Olzon.O coordenador de Vigilância Ambiental do Rio de Janeiro afirma o mesmo. “Controle da dengue é uma questão de cultura. O combate deve ser incorporado ao dia-a-dia da pessoa, como os hábitos de higiene.
Todos os dias você escova os dentes, toma banho, tira o lixo e deveria, também, verificar se não tem água parada”, afirma Mário Sérgio Ribeiro.Além disso, a população também precisa ficar alerta para os sintomas da doença. “Muitas doenças virais, como a dengue e a gripe A, por exemplo, começam a se manifestar com sintomas muito parecidos”, afirma Affonso Viviane Junior, da Sucen, de São Paulo.“É importante que a população preocure sempre um serviço médico quando apresentar esses sintomas. Pode ser um posto de saúde ou um médico pessoal. Se for dengue, quanto mais cedo tratar, melhor”, afirma.
(pe360graus)







