No início do ano, escrevi um artigo onde já alertava para a velha sina do Clube Náutico Capibaribe, ou seja, o insucesso nas competições. Alguns eufóricos, ao verem a equipe liderando as primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro da série B, já se sentiam praticamente de volta ao grupo de elite do futebol nacional. Acreditar que o Clube da Rosa e Silva iria manter um padrão satisfatório, só um desconhecedor da trajetória alvirrubra.Infelizmente, continuo não acreditando no retorno do Timbu à série A. Como sempre, o time já deu sinais de que não tem condições de brigar por uma das quatro primeiras colocações no certame.
Quem tiver problema cardíaco não pode ser torcedor do Náutico. Um time que consegue perder dois pênaltis e ainda perde para uma equipe que tinha apenas 7 jogadores em campo, merece confiança?
Um time que, dos considerados grandes do Estado, é o mais antigo e o que tem menos títulos, merece confiança? Um time que no início do novo século obteve resultados satisfatórios no campeonato estadual, mas já não demonstra sinais de bom desempenho, merece confiança? Um time que faz 3 gols em seu principal adversário e logo em seguida sofre 2 tentos e, por conta, disso perde o campeonato, merece confiança?
Cientista Político.
Sou torcedor do Náutico, mas não sou energúmeno para acreditar em um eventual retorno a primeira divisão. Contudo, como o impossível sempre acontece com o Náutico, quem sabe, o inesperado venha a ocorrer. Até lá, só nos resta torcer e sonhar para que se torne realidade.
Se não voltar ao grupo da série A, o hexa não será mais exclusividade.
Quem tem ouvidos ouça, assim falou Zaratustra.
por Hely Ferreira,Cientista Político.







