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Uma fotografia do atual cenário político‏

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As pesquisas de maneira geral por si só, mostram muito pouco, se não analisadas, por pessoas que realmente saibam identificar a motivação da ocorrência dos números dentro daquele atual cenário.
Costuma-se dizer que pesquisa é uma fotografia do momento, e realmente é. Sendo assim, é perigoso determinar, como alguns jornalistas vêm fazendo, que algo é definitivo tendo em vista o tempo que ainda há até a eleição de 03 de outubro.
Inclusive, muitos defendem que quem deveria comentar pesquisa não era jornalista, mas sim profissionais habilitados com formação específica em ciência política, marketing etc.

Apesar deste debate, o que o simples eleitor que gosta de política quer saber, é qual o atual cenário político, dentro do que vem sendo construído pelos candidatos? Tentando, claro, fazer especulações do que vai acontecer e quais serão as possíveis estratégias daqui pra frente.

No cenário nacional, o candidato a presidente José Serra (PSDB) provavelmente tentará provocar o embate direto com sua oponente Dilma Rousseff (PT). Provavelmente não tentará desqualificar o bem avaliado governo Lula, mas a capacidade de gestão de sua opositora. Vale lembrar que tanto Serra quanto Marina Silva (PV) vem se mantendo nas pesquisas, com percentuais estáveis desde o ano passado.

O que o PSDB certamente deseja é que Dilma não ultrapasse a marca dos 10 pontos percentuais de vantagem até o início do Guia Eleitoral e dos debates. A estratégia do PT, certamente será a da construção de dois padrinhos imaginários na cabeça do eleitor: o de FHC para Serra e o de Lula para Dilma. Esta associação beneficia claro o Governo Lula, pela recente aprovação de seu governo. Já Marina, se continuar com seus 8,9% nas pesquisas provavelmente fortalecerá a possibilidade de um possível segundo turno, entre seus oponentes, porém esta tarefa não será tão fácil quanto parece.

Após o início do Guia Eleitoral e dos debates, poderá haver a tendência do voto útil, onde vários de seus eleitores poderão escolher um dos dois candidatos com reais chances de vitória.

Na eleição estadual, a candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) montou de última hora o palanque que José Serra desejava em Pernambuco. Porém, esta não foi a única pretensão da oposição.
Sendo candidato, mesmo que perca, Jarbas pode construir na próxima eleição um cenário positivo em várias prefeituras do Estado, inclusive a do Recife. Sua escolha, também deixou de garantir o favoritismo de Eduardo Campos (PSB), que sendo candidato sozinho, conduziria com tranqüilidade o governo a seu segundo mandato.

A estratégia de Jarbas certamente será desconstruir a boa avaliação do governo Eduardo. E a de Eduardo, não provocar o embate direto com Jarbas, mostrando o que seu governo construiu durante o período. Certamente a oposição levantará temas como a atual situação da Saúde da Educação, já o PSB levantará críticas a duplicação da BR 232, rodovia federal que foi feita pelo Governo Jarbas, após a privatização da Celpe.

Já no cenário local, há muitas dúvidas entre a maioria dos que vivenciam política na cidade. A maior delas é para onde vão os votos do ex-deputado estadual, hoje prefeito, Elias Lira (DEM)?
A segunda pergunta é: se sem o apoio da chamada máquina pública, o Deputado Aglailson Júnior (PSB), conseguirá repetir sua votação?
Uma tendência que está tentando ser criada é de manter 3 deputados atuantes pela cidade, que poderia ser através de Edvaldo Bione (PHS) ou da Candidata apoiada por Paulo Roberto, Raquel Lyra (PSB) caso tenha número razoável de votos.
Henrique Queiroz (PR), por sua vez, provavelmente aumentará significativamente sua votação, caso não se tenha nenhum elemento surpresa até a eleição, que provoque a chamada “onda”, onde eleitores flutuam para um determinado lado.

Por Helder Sóstenes,
Colunista do Blog.