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Recife

Tuitaço pressiona o senador Humberto Costa

  • Marcio Souza
Tuitaço pressiona o senador Humberto Costa

 

Jornal do Commercio

Depois do deputado federal João Paulo (PT), há duas semanas, agora é a vez do senador Humberto Costa (PT) ser alvo de um protesto no Twitter, em razão da polêmica do auxílio-moradia retroativo, recebido por políticos que foram deputados estaduais no período entre 1994 e 1997. A hashtag #devolvahumberto, usada para simbolizar o pedido dos “manifestantes” para que o parlamentar devolva R$ 17 mil recebidos, esteve nesta quarta (25) no topo dos trend topics – tópicos mais citados no Twitter – do Recife.

Diferentemente do que ocorreu na ocasião do protesto contra João Paulo – o #devolvaJP –, quando simpatizantes do petista realizaram uma contra-ofensiva – o #voltaJP –, pouco se viu de defesa do senador no #devolvahumberto. Entre os críticos, a internauta Leila Azevedo postou: “#DevolvaHumberto Receber auxílio moradia para morar em sua própria casa é imoral Humberto Costa PT.” Já Luzonaldo Júnior escreveu: “Não se queime por pouco. #Devolvahumberto”.

Através de nota publicada em seu site, Humberto se pronunciou sobre o tema. “Em resposta aos cidadãos que demonstram, pelas redes sociais, preocupação com relação às notícias divulgadas sobre os ajustes salariais dados a ex-deputados pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, venho por meio desta nota esclarecer. Os reajustes dizem respeito a um direito garantido em lei, que assegura aos deputados estaduais um salário final correspondente a 75% de todas as verbas do deputado federal, incluindo salários e verbas indenizatórias. Não sendo, portanto, auxílio-moradia e sim uma equiparação salarial”.

Segundo o senador, “o julgamento sobre este benefício foi feito pela Justiça” e “não apenas com relação a deputados estaduais, mas a ocupantes de outros órgãos que também fizeram o pedido de equiparação”, como o Tribunal de Justiça e de Contas. Por fim, Humberto esclarece que só aceitou os R$ 17 mil que recebeu “por saber tratar-se de algo legal e moral” e que se compromete em devolver o valor reajustado “caso a Justiça venha de forma definitiva declarar esta equiparação salarial ilegal”.