A segunda maior tragédia em número de mortos do Brasil, completa um ano nesta segunda-feira (27). O incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, deixou um saldo de 242 óbitos. A cidade ainda carrega a dor e o sofrimento, além da saudade dos parentes e amigos vitimados. Santa Maria, homenageia desde o sábado (25), as vítimas desta tragédia. Nesta segunda, haverá ato ecumênico na Universidade Federal de Santa Maria e ato público na área central da cidade.
Um ano após o ocorrido, 42 pessoas ainda tentam a recuperação. Estes sobreviventes lutam para expelir a fuligem acumulada nos pulmões, contaminados pela fumaça tóxica que tomou conta do local em um intervalo de tempo superior a três minutos, causando grande parte das mortes por asfixia. O fogo teve início após o uso de materiais pirotécnicos pelo grupo musical que tocava naquela noite.
Familiares e sobreviventes reclamam da impunidade e pedem justiça. Para o presidente da Associação dos Familiares de Vitimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Adherbal Ferreira, a dor alimenta o desejo de cobrar das autoridades punições aos envolvidos. Desde maio do ano passado, os quatro principais acusados no processo estão soltos. São dois músicos da banda que se apresentava no local e dois sócios da casa noturna. A liberdade foi concedida pelo TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul).
Por Marcio Souza, com informações de agências.








