Há muito tempo, o salário dos professores da rede estadual de ensino está em queda livre. A acentuada perda no poder de compra, decorrente do histórico e brutal arrocho salarial, obriga professores, por questão de sobrevivência, a vivenciarem uma exaustiva jornada de trabalho, com até três expedientes por dia.
Muitos desses profissionais têm dois e até três vínculos empregatícios (redes estadual, municipal e particular).
Atualmente, numa prova de total falta de sensibilidade e ignorância de fatos relativos aos profissionais da educação, o Governo do Estado, sob alegação de reordenamento da rede escolar, trata os professores como se fossem meros objetos, sem nenhum valor e sem nenhuma história de vida, jogando-os de um lugar para outro e sem paradeiro definido.
O terror, a incerteza e a insegurança invadiram centenas de escolas em todo o Estado. Vai secretário, vem secretário e tudo continua igual. Docentes com anos de trabalho, de uma hora para outra, ficaram sem sala de aula, sem local para trabalhar e ameaçados de não receberem os seus salários (o pior do Brasil). Tudo isso, decorrente de uma política governamental que fecha turmas e turnos escolares, deixando os professores em disponibilidade e sujeitos a todo tipo de prejuízo profissional e salarial.
O SINTEPE protesta veemetemente contra esse descalabro gerencial, que desconsidera e desrespeita fortemente o professor, principal autoridade no processo da educação escolar.
DESORGANIZAÇÃO DA REDE
Diante da desorganização da rede, deixando professores sem turmas e sem escola, o Sintepe está convidando o Secretário de Educação, Anderson Gomes, para debater a questão no dia 10 de fevereiro, às 14h., no auditório do sindicato.
AGENDA
14/02 – 9H – Assembleia Geral
Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco – SINTEPE.
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