Programa social do Governo Federal, que atende mais de 14 milhões de famílias brasileiras, o Bolsa Família recebeu críticas, nesta terça (nove de dezembro), da deputada Terezinha Nunes, do PSDB. Ela afirmou que o programa se transformou num poder paralelo e foi utilizado para conquistar votos na eleição de outubro último. A parlamentar citou dados do Ministério de Desenvolvimento Social apontando que o Bolsa Família atende diretamente 50 milhões de pessoas, o que representa 25% da população brasileira. De acordo com a parlamentar, em Pernambuco, o percentual de cadastrados é de 49,8%.
A tucana fez uma comparação entre os recursos destinados à iniciativa e ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Citando dados de uma reportagem do jornalista Magno Martins, a parlamentar mostrou que, nos nove municípios nordestinos onde Dilma bateu recorde de votos, o FPM é maior ou quase igual aos repasses do programa. Segundo Terezinha, a força dos recursos sobre a renda dos mais pobres e da economia, nos municípios com até 20 mil habitantes, é muito forte.
Terezinha reconheceu o alcance social do programa, mas disse que está sendo transformado em um poder paralelo, sobretudo no Interior do Nordeste. Em sua avaliação, este poder, operado de Brasília, é acionado a cada quatro anos para eleger o candidato a presidente da República apoiado pelo PT.
A parlamentar disse ainda que o poder público municipal deixou de ter interferência política na eleição presidencial. Ela criticou o que chamou de terrorismo durante a eleição, com a disseminação da informação de que, se a oposição vencesse, o programa acabaria. Apartearam o pronunciamento os deputados Daniel Coelho e Antônio Moraes, do PSDB, Sílvio Costa Filho, do PTB, Ângelo Ferreira, do PSB, Maviael Cavalcanti, do Democratas e Tony Gel, do PMDB.
Daniel Coelho lembrou que o PSDB defende a transformação do Bolsa Família num programa de governo. Sílvio Costa Filho afirmou que apontar o programa como causa da vitória de Dilma Rousseff é querer diminuir o povo pernambucano. Ângelo Ferreira defendeu a tese de que o eleitorado votou em Dilma pelo programa. Antônio Moraes afirmou que não há controle no cadastramento dos beneficiários e que o Governo Federal concedeu aumento dos recursos nas vésperas da eleição.
Já Maviael Cavalcanti criticou os casos de corrupção na Petrobras e o fato da refinaria de Pernambuco estar sem funcionar. Tony Gel criticou o projeto do Executivo Federal que altera a meta fiscal deste ano. O deputado acredita que a medida é muito grave para o País, que perde sua credibilidade ao rasgar um contrato assinado com o Congresso Nacional e o povo brasileiro.
Com informações da Assembleia Legislativa de Pernambuco.







