
São 11,8 milhões de analfabetos no Brasil. Cidadãos/as com 15 anos ou mais que não conseguem ler um texto e nem escrever um simples bilhete.
O Plano Nacional de Educação que aponta para a erradicação do analfabetismo, não saiu do papel, o que perpetua a exclusão social.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/2016, mostra a universalização do acesso à escola na década de 1990, com quase 97% das crianças matriculadas na idade correta. No entanto, observa-se que, atualmente, cerca de 25 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não frequentam a escola. A Pesquisa mostra, ainda, que mais da metade da população (51%) a partir dos 25 anos têm apenas o ensino fundamental completo, 26,3% concluíram o ensino médio e só 15,3% têm diploma de curso superior.
Um grande desafio é manter na escola criança e jovens até os 17 anos, bem como assegurar-lhes o desenvolvimento das competências e habilidades necessárias à sua formação.
Um fato é indiscutível, não há como a escola cumprir o seu papel social, educando e formando cidadãos/ãs, sem que necessariamente haja uma verdadeira política de valorização profissional e semanal para trabalhador/as em Educação.
A lei do Piso Salarial Nacional dos/as Professores/as , importante instrumento de valorização da nossa categoria profissional, por si só não garante a recuperação salarial desse segmento historicamente desvalorização. O Piso é referência para a carreira. Assim, Piso e Carreira deve andar juntos, um não tem sentido sem o outro. Reajustar o Piso Salarial, obrigatoriamente impõe a aplicação do mesmo percentual para toda a carreira do Magistério, para que, assim, tenhamos a perspectiva de sermos realmente valorizado/as.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco – SINTEPE







