Na atual realidade brasileira, a reforma da educação vai ficando cada vez mais necessária. Mas não cairá do céu. As parcelas ativas da sociedade devem empunhar a bandeira da qualidade da educação, e lutar para alterar o vetor dos financistas de juros alto e pouco investimento no ensino. Em recente pesquisa, a educação aparece em quinto lugar no ranking das preocupações dos brasileiros. Contraditoriamente, quem alcança maior tempo de escolaridade tem ascendido socialmente.
Na atual disputa, os derrotados no Supremo Tribunal Federal, os Governadores e prefeitos, tentam driblar o decidido: os professores têm o direito ao reajuste de 22,23% e não precisa de portaria do MEC para que seja implementado.
A crise pertence ao governo, e para nós trabalhadores em educação é uma oportunidade de cobrarmos melhores condições de trabalho. Duas rodadas de debates: uma com o secretário de Educação, onde exigimos mudança na Instrução Normativa nº 11. A instrução desconsiderou o parecer nº 9 de 2009 da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação que indica o número de estudantes por turma na educação básica; e correção na instrução Normativa nº 12.
Cobramos alterar portaria garantindo a ampliação das aulas atividades em todos os níveis. E a dupla penalização dos professores readaptados. Mais um oportunidade para demonstrar que o nosso adoecimento é fruto das condições de trabalho. A outra mesa de debate com o secretário de Administração foi mais direta. Quando vão pagar o reajuste do Piso? Nossa única pergunta e com argumentos está ainda sem resposta.
Março será um teste de fogo. Realizar greve geral de três dias em todo o Brasil, nossa oportunidade para mostrar que investimentos em educação precisam sair do discurso e passar a ser aplicado. As palavras são da própria Dilma: Desenvolvimento depende da educação. E do governador Eduardo Campos em entrevista a CBN confirmou que “um acordo pactuado para o ano de 2011/2012”
Dia primeiro de fevereiro vamos, unidos com o conjunto do movimento social, lutar por melhores condições de trabalho e educação para o povo pernambucano.
Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco – SINTEPE






