O Sindicato dos Trabalhadores na Educação de Pernambuco (Sintepe) entrará com representação no Ministério Público de Pernambuco para impedir que professores temporários continuem a repor os 16 dias letivos perdidos na última greve, encerrada em 31 de julho.
A direção da entidade deve entrar com o pedido de ação civil pública até a próxima semana. Pelo menos 94 escolas seriam contrárias à fórmula – que mantém dois professores da mesma disciplina, sendo um na reposição.
Para a categoria, os professores efetivos deveriam ser os únicos responsáveis pela tarefa. Hoje, o Sintepe entrega manifesto à Secretaria de Educação do Estado exigindo que os temporários deixem a função. No documento, alegam que os recém-contratados não conhecem o projeto pedagógico, descontinuando o conteúdo e prejudicando os estudantes.
“Queremos que o governo reveja a posição”, disse a vice-presidente do Sintepe, Antonieta Trindade, em entrevista coletiva concedida ontem. O presidente da entidade, Heleno Araújo, lembra que o número de professores temporários no Estado é alto – 8.200 contra 10.500 da última gestão.
“Queremos que o governo reveja a posição”, disse a vice-presidente do Sintepe, Antonieta Trindade, em entrevista coletiva concedida ontem. O presidente da entidade, Heleno Araújo, lembra que o número de professores temporários no Estado é alto – 8.200 contra 10.500 da última gestão.
“Quando assumiu, o governo assinou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público e prometeu acabar com a situação”, cobrou. Araújo acrescentou que o Sintepe se recusa a dialogar com os docentes designados para repor as aulas.
Manoel Santos, da Associação de Pais de Alunos de Escolas Públicas, sugere que os temporários atuem numa espécie de reforço para os alunos que vão enfrentar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Mas a Secretaria de Educação não deve recuar. “Já contratamos os temporários e asseguramos a qualidade da reposição. Temos uma equipe acompanhando a sequência didática do trabalho. O aluno não tem interrupção no aprendizado”, defende a secretária executiva de Gestão de Rede, Margareth Zaponi.
Mas a Secretaria de Educação não deve recuar. “Já contratamos os temporários e asseguramos a qualidade da reposição. Temos uma equipe acompanhando a sequência didática do trabalho. O aluno não tem interrupção no aprendizado”, defende a secretária executiva de Gestão de Rede, Margareth Zaponi.
(Jornal do Commercio).







