Depois de idas e vindas, propostas e contrapropostas, os servidores federais decidiram não aceitar a proposta de R$ 21,3% de reajuste oferecida pelo governo. Nas últimas rodadas de negociações, dias 21 e 22 o governo foi intransigente e condicionou negociar os demais pontos da pauta de reivindicação à aceitação dos 21,3%. Esse percentual, vale lembrar, seria dividido em quatro parcelas (2016:5,5%; 2017: 5%; 2018:4,75%; e 2019:4%). O Fórum Nacional dos Servidores Federais reivindica 27,3% para 2016.
Diante desse quadro, em nível nacional alguns setores decidiram entrar em greve. Em Pernambuco, o Sindsep vem realizando assembleias para ouvir a base, mas até agora nenhum órgão aprovou paralisação por tempo indeterminado. Mas a pauta dos servidores vai muito além de reajuste salarial, Benefícios como auxílios saúde e creche, tíquete alimentação e plano de saúde; extensão da lei 12.227/10 (carreiras transversais) para todos os servidores; paridade entre ativos, aposentado e pensionista; além da regulamentação da negociação coletiva são apenas algumas das prioridades da categoria.
O governo chegou a fornecer um aumento de R$ 85, 00 no tíquete alimentação. Para auxílio saúde, propôs uma variação de R$ 101,00 a R$ 205,00, de acordo com a faixa etária. Já para auxílio creche, garanta um índice de 317% o que corresponde à inflação de 1995 à 2015. Acontece que todos esses pontos estão condicionados ao reajuste dos 21,3%. Para piorar mais ainda a situação, o prazo para enviar o percentual de reajustes para o ano que vem já está acabando. O governo tem até 21 de agosto para enviar o orçamento de 2016 para aprovação do Congresso Nacional. Até lá, só muita mobilização fará o Executivo atender às demandas do funcionalismo.
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco – Sindsep-PE







