Na última quinta-feira, quando os servidores realizavam um Dia Nacional de Lutas, com mobilizações em vários Estados, o Ministério do Planejamento se reuniu com o Fórum Nacional dos Servidores Federais e apresentou uma contraproposta de reajuste. Foram oferecidos 21,3% divididos em quatro anos, escalonados da seguinte forma: 2016 (5,5%), 2017 (5%), 2018 (4,75%) e 2019 (4%).
Essa contraproposta está muito distante daquilo que foi solicitado pelos servidores. A categoria quer um reajuste de 27, 3% para 2016. O percentual reivindicado tem como ponto de partida o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto de 2010 a julho de 2016, que gira em torno de 44% já descontados os 15,8% concedidos pelo governo em três parcelas (2013, 2014, 2015).
Agora, os servidores terão que dizer se aceitam ou não os 21,3% em quatro anos. Essa decisão deve ser tomada na reunião do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) e na Plenária Nacional da Condsef, marcadas para os dias 3 e 4 de julho. A categoria deve dar uma resposta ao governo ne terça-feira da semana que vem, 7 de julho, quando o Fórum dos Servidores Federais têm reunião marcada com o Ministério do Planejamento.
Se os servidores não aceitarem a contraproposta e o governo por sua vez não melhorá-la, é possível que a categoria parta o movimento paredista. Lembrando que já existe indicativo de greve para a primeira semana de julho, tirado no final de maio, na última plenária nacional da Condsef.
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco – Sindsep-PE







