A máxima de que “trabalhadores unidos jamais serão vencidos” caiu como uma luva na discussão sobre a PL 4330, que regulamenta o trabalho terceirizado no Brasil, em tramitação na Câmara dos Deputados. Depois da repercussão de duas grandes manifestações organizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais – um no dia 7 e outra no dia 15 de abril -, os deputados recuaram de alguns pontos aprovados no projeto original, como o que permitia a terceirização nas atividades-fim em empresas estatais e de economia mista. É a pressão da rua surtindo efeito.
Desde o dia 7, quando a Câmara aprovou o PL 4330, os malefícios que a terceirização provoca para a classe trabalhadora tomaram conta do debate público. Nas redes sociais e nas várias plataformas de comunicação dos movimentos sindicais iniciou-se uma campanha para denunciar o retrocesso que o projeto representa e quais foram os deputados que votaram contra os trabalhadores. Dos 25 parlamentares da bancada pernambucana, por exemplo, 18 traíram seus eleitores e votaram a favor da terceirização.
Depois da campanha denunciando o golpe contra a classe trabalhadora, a Câmara adiou a votação das emendas, numa clara demonstração de que está incomodada com a pressão popular. Mas não pode baixar a guarda. O presidente da Câmara e principal defensor da PL, Eduardo Cunha (PMDB), pretende retomar a discussão esta semana. Os movimentos sociais, por sua vez, prometem novas manifestações, com a possibilidade inclusive, de uma greve geral. Já está mais do que claro que só a pressão das ruas pode barras as pautas reacionárias do Congresso Nacional. Vamos continuar mobilizados, participando das atividades e dizer não à terceirização.
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco – Sindsep-PE







