O 1º Maio é Dia do Trabalhador. Para muitos uma folga merecida para curtir com a família e os amigos. Mas este ano não teve muito que se comemorar. Existe um projeto conservador e reacionário batendo a porta, prestes a tomar o poder no País e tirar direitos da classe trabalhadora. Este ano o trabalhador não pode descansar, precisa mais do que nunca ir às ruas para impedir que esse projeto derrotado nas urnas volte e cometa danos irreparáveis à legislação trabalhista e à frágil e imatura democracia brasileira.
Em todo o Brasil foram realizados atos públicos, tendo a frente o movimento sindical e os movimentos sociais. Em Recife, a concentração ocorreu ontem às 09h, na Praça do Derby, onde fóruns e entidades que compõem a Frente Brasil Popular estiveram acompanhados desde a última segunda. Em seguida, os manifestantes seguiram em passeata até o Marco Zero, no Recife Antigo. Também foram realizadas atividades em cidades do interior, entre elas Petrolina.
O projeto conservador e reacionário é o do vice-presidente Michel Temer (PMDB). Ele, Eduardo Cunha e o derrotado Aécio Neves (PSDB) são os mentores do golpe contra Dilma Rousseff. Eles querem a todo custo imputar um crime que não existe a uma presidenta eleita democraticamente com mais de 54 milhões de votos. A presidenta não é corrupta e muito menos criminosa. As pedaladas fiscais são um contrato de prestação de serviços feito por meio de empréstimos aos bancos públicos para pagar programas sociais como o Bolsa Família e Plano Safra. Empréstimos esses que já foram pagos com juros aos bancos. Uma prática que não foi só feita por Dilma, mas por Lula e FHC.
“Foi para defender a democracia e os direitos da classe trabalhadora que estávamos nas ruas ontem (1º de Maio). Uma data tão simbólica como o Dia do Trabalhador, não vamos aceitar o golpe, muito menos a retirada de direitos”, disparou a coordenadora geral do Sindsep-PE, Graça Oliveira.
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Pernambuco – SINDSEP-PE









