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SINDSEP-PE: Temer, recua, o povo tá na rua!

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SINDSEP-PE: Temer, recua, o povo tá na rua!
Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

O título deste editorial foi um dos gritos de guerra mais ecoados na manhã da última sexta-feira (11/11), em todo o Brasil. Foi o apelo de uma população revoltada com a PE 55 (antiga 241), enviada ao Congresso pelo governo Michel Temer (PMDB) para congelar os investimentos na educação e saúde por 20 anos. Foi o despertar da classe trabalhadora e da juventude que cruzaram os braços e disseram NÃO, nenhum direito a menos.

A juventude, vale o reforço, a grande protagonista desse levante popular. Escolas ocupadas, universidades e institutos federais parados, inclusive contra a reforma do ensino médio proposta pelo MEC de Mendonça Filho, cujo principal objetivo é alienar os estudantes e privá-los de uma formação política e social. Reforma essa que reforça a ideia da escola sem partido, do jovem sem vez e voz.

Se por um momento o governo Temer pensou ter triunfado à custa do sacrifício da população, ele agora deve repensar seu modus operandi. Ajuste fiscal sim. Se é para cortar, que se corte, mas onde existe “gordura” para isso. Não podem sacrificar setores que já são limitados, como educação e saúde.

Em 2017, o governo deve pagar mais de R$ 1,7 trilhão de juros a amortização da dívida pública, que levou, em 2015, 42,43% do PIB brasileiro. Enquanto isso, a educação apenas 4,14% e a saúde 3,91%. Auditoria da dívida pública já! O argumento de Temer de que a PEC 241 é necessária porque a educação e a saúde crescem mais que o PIB é falacioso. Mais uma das tantas mentiras do governo, propagada com a ajuda da grande mídia, comprometida com a elite e o capital, e divorciada com a sociedade e estado de bem-estar social.

PECFAZ na luta

O SINDSEP-PE está na luta para que o PL 5864/16 seja aprovado no Senado e garanta o direito dos administrativos do PECFAZ da Receita Federal do Brasil ao Bônus Eficiência. Com o benefício é vinculado ao alcance de metas institucionais, nada mais justo que eles recebam seu devido percentual desse programa, guardadas, obviamente, as devidas proporções quanto à respectiva complexidade das atividades.

Esses trabalhadores atuam há anos desempenhando funções que contribuem diretamente para a formação do Fundaf, que será a fonte de pagamento desse benefício. Temos direito ao Bônus. Justiça já!

 

Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE