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Sindsep-PE: não defendemos golpe, muito menos retirada de direitos

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Sindsep-PE: não defendemos golpe, muito menos retirada de direitos

image001A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou o seu 12º Congresso Nacional (CONCUT), durante evento realizado na noite de ontem, no Senado Federal. Conforme recomenda o protocolo em encontros como esse, organizações internacionais e nacionais de trabalhadores, além de ministros, estiveram presentes. O evento contou com a participação da coordenadora geral do Sindsep-PE, Graça Oliveira, e da diretora de políticas públicas do Sindsep e diretora da CUT, Lindinere Ferreira.

Miguel Rosseto (ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Manoel Dias (Trabalho) enalteceram a importância da Central para a consolidação da democracia, criticaram a tentativa de golpe que setores conservadores tentam viabilizar contra a presidenta Dilma Rousseff e apontaram conquistas dos últimos 12 anos.

Último a falar, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, aproveitou a presença de representantes do governo para mandar um recado. Se por um lado a Central vai às ruas no próximo dia 13 em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da Petrobras, de democracia e da reforma política, por outro, não aceitará viver das vitórias passadas.

“Não fomos eleitos para falarmos do passado. Fomos eleitos para continuar conquistando e representando os trabalhadores. Não foi à toa que a CUT tirou em resolução apoiar a Dilma e eu não estou arrependido, porque o Brasil estaria arrebentado se o PSDB tivesse ganhado as eleições. Mas estou muito preocupado com esse início de governo e temos nos posicionado oficialmente quanto à condução da linha econômica que temos visto”, disse.

Para Vagner, o governo comete o erro de adotar a proposta derrotada nas últimas eleições. “Quero dizer para a Dilma que, além de ganhar eleições, tem de implementar a agenda do desenvolvimento e crescimento. Para que não tenha retirada de direitos, precisa retirar as medidas provisórias 664 e 665.”

Referindo-se à observação do ministro Manoel Dias, que apontou os dados divulgados em fevereiro sobre recorde nas baixas taxas de desemprego, o dirigente da Central fez um alerta.

“No decorrer de sua trajetória de ministro, a cada dois meses, o senhor falou sobre a geração de empregos no Brasil. E o senhor fez uma intervenção aqui dizendo que dezembro teve a menor taxa de desemprego. Mas a comparação entre janeiro deste ano e janeiro do ano passado indica aumento. Para o senhor continuar dizendo que um dos grandes patrimônios que temos é o emprego, precisa mudar a política econômica. Porque estagnando a economia vamos chegar com desemprego no meio do ano muito maior do que temos hoje”, criticou.

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