Visitas: 5

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Recife

Siba reencontra mestres da Zona da Mata Norte em novo projeto

  • Marcio Souza
Siba reencontra mestres da Zona da Mata Norte em novo projeto

(Foto: Divulgação).

Com informações do Jornal do Commercio

Siba pode ter saído da Mata Norte, mas ela nunca sairá dele. Nem mesmo quando o músico empunha uma guitarra nas mãos, os ritmos e as melodias da ciranda ou do maracatu ficam de fora. Fazem parte de sua trajetória e identidade musical. Estão, bem dizer, no sangue. Após a volta – cerca de 20 anos depois – do instrumento bem característico do rock em seu trabalho (com o disco solo Avante, lançado em 2012), Mestre Siba dá continuidade às distorções e aos riffs de uma maneira bem peculiar em seu mais novo projeto, o Azougue Vapor.

Acompanhado dos mestres João Limoeiro e João Paulo, dos municípios de Limoeiro e Nazaré da Mata, respectivamente, ele procura sintetizar aí as características da Fuloresta com o último trabalho, cirandando entre o contemporâneo e a tradição, como já é de seu feitio. Junto ao trio estão os músicos Caçapa (guitarra), Leandro Gervázio (tuba), Mestre Nico (percussão) e Antônio Loureiro (bateria). Com o primeiro show já agendado para o Carnaval de Brasília, o grupo é, originalmente, de palco. “Não é um projeto de disco, a princípio. É para acontecer no palco ao longo de 2014 inteiro, meu projeto especial”, pontua Siba.

O repertório de Azougue Vapor é formado por composições dos três mestres. “O ponto de encontro é a reelaboração musical de tudo. É um passo adiante para mim em relação a olhar para essa linguagem musical tradicional de um jeito meu, que tem a ver com meu momento”, continua.

“Azougue” é a bebida típica que os caboclos de lança tomavam – uma mistura de pólvora, azeite e cachaça. Já “vapor”, segundo o próprio Siba, está relacionado a uma não solidificação da poesia e música das festas de rua, que são muito “fluidas na Mata Norte, quase evaporáveis, pois não se mantêm sempre igual” e nem podem ser reproduzidas como são (em termos de energia e sensações) nas gravações.

“Queremos passar o ano tocando, já tem propostas de shows encaminhadas para São Paulo, fora a do Carnaval de Brasília. Mas foi com o coração no Carnaval do Recife que eu imaginei o projeto, só que ainda não temos nada certo. E mesmo o maracatu ainda ocupando um lugar marginalizado durante a festa.”

Saiba mais clicando AQUI.