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Sem conciliação, TRT-PE vai julgar dissídio coletivo dos rodoviários

  • Pedro Alessandro Silva
Sem conciliação, TRT-PE vai julgar dissídio coletivo dos rodoviários

terminal-aeroporto-onibus-pA audiência realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da Sexta Região (TRT-PE) nesta quarta (15), entre os sindicatos patronal e dos trabalhadores rodoviários, terminou sem conciliação a respeito do encerramento da greve. Ainda nesta quarta, haverá o julgamento do dissídio coletivo pelos desembargadores da casa, marcado para as 18h. O dissídio foi ajuizado na noite da terça-feira (14), pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE).

Os rodoviários entraram em greve na terça-feira (14). A pedido da Urbana, o TRT determinou que, durante a greve, fossem mantidos em circulação 70% da frota disponível nos horários de maior movimento – das 6h às 9h e das 16h às 20h – e de 50% nos de menor movimento. Em caso de descumprimento, a presidente do tribunal, a desembargadora Gisane Barbosa de Araújo determinou multa diária de R$ 50 mil ao sindicato dos trabalhadores, em favor do Urbana-PE

Balanço divulgado pelo Grande Recife Consórcio de Transporte no início da tarde desta quarta contabiliza que 52% da frota de ônibus que compõe o Sistema de Transporte Público de Passageiros (STPP) circularam de manhã (entre 6h às 9h). Já o percentual registrado na terça (14), no horário de pico da noite (entre 17h e 19h30) foi de 43,53%. Durante todo o dia, foram registrados 21 veículos depredados. De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, no entanto, 70% dos ônibus estão operando.

Na terça-feira, o Sindicato dos Rodoviários afirmou que manteve 70% da frota nas ruas, como determinou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No entanto, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE) afirmou que esse percentual variou entre 40% e 55%. Já o Grande Recife Consórcio de Transporte avalia que 50,77% da frota estava nas ruas entre 5h e 9h.

Reivindicações
Motoristas e rodoviários pedem 12% de aumento no piso salarial e tíquete-refeição de R$ 300. As outras reivindicações são recebimento de tíquete-refeição nas férias, pagamento de pelo menos 50% do valor plano de saúde pela empresa, participação nos lucros e melhores condições de trabalho. Na última rodada de negociação, no dia 9, o sindicato patronal ofereceu R$ 220 de vale-refeição e reajuste de 9,5%.

G1/PE