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Catende

Segundo leilão da Usina Catende será realizado hoje

  • Marcio Souza
Segundo leilão da Usina Catende será realizado hoje

Folha de Pernambuco

Mais um capítulo da história do processo de falência da Usina Catende está previsto para acontecer hoje, quando será realizado o segundo leilão da massa falida, às 15h, no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra. O primeiro leilão, realizado em junho, não atraiu nenhum comprador, devido ao alto valor sugerido para o lance mínimo, de R$ 100 milhões. Neste, o arremate inicial foi reduzido para R$ 65 milhões.

Apesar da redução de R$ 35 milhões, esta segunda chance não está sendo vista como o desfecho para o problema, tanto para o Sindicato dos Cultivadores da Cana-de-açúcar de Pernambuco (Sindicape), quanto pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida). Os presidentes das instituições, Gerson Carneiro Leão e Alexandre Andrade Lima, respectivamente, dividem a mesma opinião: o leilão vai acontecer novamente, mas, mais uma vez, não haverá arremates.

Para Carneiro Leão, a solução para a Catende é a de que os próprios fornecedores da região possam arrendar a massa falida da usina, tendo o Governo do Estado como aliado. “Eles (os fornecedores) têm a cana e conhecem o sistema da empresa”, justifica. Andrade Lima disse que, caso não haja oferta hoje, será apresentado uma proposta de arrendamento ao juiz da massa falida, Sílvio Romero Beltrão. “Vamos propor que o arrendamento seja feito em favor de uma cooperativa, formada basicamente pelos fornecedores de cana de Catende”, complementou.

De acordo com ele, para se formar uma cooperativa é necessário que se tenha, no mínimo, 20 cooperados. “O que não seria problema, pois na região existem aproximadamente dois mil fornecedores de cana-de-açúcar”, afirma Andrade Lima.

Quem também concorda com a solução é o presidente do Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool do Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. Ele diz que o desejo do Sindaçúcar-PE é que ocorra uma solução onde os empregos sejam preservados. “O ideal é que a empresa, dentro das normas legais, venha a ser gerida por pessoas que conheçam e sejam comprometidas com a região”, afirmou.