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Saúde do rim: pesquisa mostra que 17,5% dos que dependem da hemodiálise morrem

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A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) acaba de divulgar o Censo de Diálise 2010, que traça um panorama dos doentes renais crônicos no Brasil. Segundo o levantamento, 17,5% desses pacientes que dependem da máquina de hemodiálise para sobreviver morrem. Ou seja, é aproximadamente uma morte para cada seis pacientes em tratamento.

O estudo, que colheu dados em 340 clínicas especializadas do País (53% do total), revela que 16,5 mil dos 92 mil portadores de problemas renais não resistiram ao tratamento dos programas de diálise em 2010. A taxa de mortalidade (17,5%) é mais alta do que a verificada há uma década, no primeiro Censo da SBN, que contabilizou 7 mil mortes entre 46,5 mil doentes (15% de mortalidade) no ano 2000.

“É marcante a crescente mortalidade dos pacientes”, afirma o médico nefrologista Roberto Pecoits Filho, vice-presidente da SBN. “O diagnóstico é quase sempre tardio. Quando o paciente chega ao nefrologista, geralmente já está muito doente e, dessa maneira, não é possível reverter o quadro”, complementa Peicots Filho.

O Censo 2010 da SBN estima ainda que 18,9 mil novos casos de doença renal crônica foram diagnosticados no Brasil no ano passado – a maioria deles já em estado avançado. A SBN estima que 10 milhões de brasileiros convivam com algum tipo de insuficiência renal, mas que apenas 30% sabem que têm a enfermidade.

“A doença renal é silenciosa e só se manifesta nos estágios mais graves. O problema é que não existe o hábito de se investigar a doença renal no País”, reforça Roberto Pecoits Filho. “Estimamos que apenas três em cada dez brasileiros já fizeram os exames de urina e creatinina, fundamentais para serem avaliadas as funções renais.” A creatinina é medida por um exame simples, de sangue, e que faz parte dos procedimentos cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O nefrologista também salienta que, quando se detecta a diminuição da capacidade renal precocemente, é possível frear a evolução do problema e poupar vidas.