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Recife

Saga de um torcedor

  • Marcio Souza
Saga de um torcedor

Por Hely Ferreira

Todas as expectativas positivas foram criadas em relação à inauguração da Arena Pernambuco. Tanto é que fiz questão de fazer o percurso mais viável para chegar ao local. Por volta das 17h30, pegamos um táxi com destino até a estação do Metrô no Barro. Daí em diante, iniciou-se uma saga até chegar ao palco esportivo. Enfrentar um percurso dentro do Metrô até a estação Cosme e Damião não é problema, o desafio é entrar em um transporte no horário em que as pessoas estão voltando do trabalho para suas residências.

Ao chegarmos à estação para pegar o ônibus, um funcionário informou que, pelo fato de estarmos com uma criança de dois anos, poderia com a mãe seguir pelo elevador. Até aí, tudo bem. No momento em que adentramos na Arena, foram colocadas nos meus dois filhos uma pulseira com o nome da mãe e o número do telefone de contato. A pergunta é a seguinte: como informar o paradeiro de uma criança, se fora da Arena não estava dando sinal de nenhuma operadora de telefonia móvel? Isso para não falar das lanchonetes, que só vendiam refrigerante, água, cerveja sem álcool, pipoca e coxinha. Reclamar é coisa para frankfurtiano, afinal, tudo é festa.

Com o fim do espetáculo futebolístico, criou-se um verdadeiro pandemônio para chegar ao destino desejado. Várias pessoas enfrentaram filas quilométricas, muitas delas em locais que não correspondia ao destino desejado. Tudo isso, por falta de informação.Chegando à estação Cosme e Damião, minha esposa dirigiu-se ao elevador com nossa criança de dois anos, já que horas antes foi orientada a assim proceder. Para nossa surpresa, foi impedida, pois alegaram que só poderia utilizar o elevador mulheres que estivessem gestantes. Afinal, qual conduta deve ser adotada?

Na estação Caramagibe, vários linhas de ônibus já estavam sem funcionar. Uma lição foi tirada: é que, embora esteja residindo mais próximo da Arena do que do Eládio Barros Carvalho, foi gasto muito mais tempo para chegar ao local e bem mais para o retorno ao lar.

 

Por Hely Ferreira

Cientista político.