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Sadia pode ter 1º prejuízo em 64 anos

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Pela primeira vez, em seus 64 anos de história, a Sadia deverá fechar o ano com prejuízo. Isso porque, além de as vendas do último trimestre serem geralmente mais fortes, a Sadia está tentando reverter pelo menos parte do prejuízo. Segundo Luiz Fernanco Furlan, presidente do conselho da Sadia, a auditoria em andamento irá responder se houve “conivência ou indução a essa falha por parte dos bancos internacionais”.
“Estamos tomando todas as providências no sentido de preservar o interesse dos acionistas e dos funcionários, que foram prejudicados”, diz ele. Incluem-se nas iniciativas negociações com os bancos estrangeiros – além de medidas judiciais cabíveis que poderão ser impetradas caso não se chegue a um acordo, tão logo o levantamento da consultoria KPMG seja concluído.
A Sadia pretende apresentar o relatório na próxima assembléia de acionistas, prevista para o dia 3. O fundo de previdência Previ, um dos maiores investidores da Sadia, pediu esclarecimentos à empresa depois do prejuízo.
A Sadia deverá postergar os investimentos em novas fábricas, previstos para o próximo ano, sendo duas no Brasil, em Campo Grande (MT) e em Mafra (SC) e a segunda unidade da empresa no exterior, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. No Brasil, seriam geradas 8.000 vagas e, nos Emirados, 700.
Além da fábrica de Toledo, cuja produção passará de 17 mil toneladas para 81 mil toneladas por ano, a Sadia irá inaugurar outras cinco fábricas até março de 2009. Juntas, elas representarão receita adicional de R$ 4 bilhões por ano para a empresa, que deverá faturar R$ 12 bilhões em 2008. A Sadia deixou de exportar US$ 300 milhões, em 2008, por falta de capacidade produtiva.
(Folha de Pernambuco).