Após reunião em frente à sede paulista da empresa, funcionários descartaram reajuste de 8%. Companhia contesta versão e se diz aberta às negociações
Sindicato diz que foram mil pessoas no protesto; para a polícia, houve 250
Sindicato diz que foram mil pessoas no protesto; para a polícia, houve 250
SÃO PAULO – Funcionários da Sadia reuniram-se na manhã de ontem em frente à sede da empresa, no bairro da Lapa, na Zona Oeste da capital paulista, para discutir a proposta de reajuste salarial apresentada pela companhia. A proposta da Sadia, de reajuste de 8%, foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia realizada no mês passado e, de acordo com informações do sindicato, novamente descartada ontem pela manhã. Ao contrário da versão da entidade, contudo, a Sadia afirma que não foi realizada nenhuma assembleia para a discussão do tema – nem em dezembro do ano passado, nem ontem.
Uma audiência entre a empresa e representantes dos trabalhadores está marcada para a próxima segunda-feira, às 14 horas, na Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo.
Uma audiência entre a empresa e representantes dos trabalhadores está marcada para a próxima segunda-feira, às 14 horas, na Delegacia Regional do Trabalho de São Paulo.
Segundo a Polícia Militar, cerca de 250 pessoas estiveram reunidas em frente à sede da empresa. Pelas informações do sindicato, foram mil os trabalhadores que participaram do ato. A organização diz ainda que a manifestação teve o objetivo de pressionar a empresa em relação às 350 demissões anunciadas esta semana.
O sindicato contesta a divulgação, feita pela Sadia, de que as dispensas envolvem, em sua maioria, funcionários que ocupam cargos administrativos de gerência e diretoria. A companhia tem um total de aproximadamente 63 mil funcionários.
O sindicato contesta a divulgação, feita pela Sadia, de que as dispensas envolvem, em sua maioria, funcionários que ocupam cargos administrativos de gerência e diretoria. A companhia tem um total de aproximadamente 63 mil funcionários.
A empresa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está aberta a negociações de reajuste salarial e alega que os seus empregados não foram sequer consultados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação do Estado de São Paulo sobre os 8% de ajuste proposto, o equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,96%.
A Sadia diz ainda que aguarda a consulta aos funcionários, por parte do sindicato da categoria, para prosseguir com as negociações.
A Sadia diz ainda que aguarda a consulta aos funcionários, por parte do sindicato da categoria, para prosseguir com as negociações.
Ainda de acordo com informações da Sadia, o Ministério do Trabalho havia estipulado o último dia 17 de janeiro como prazo final para a realização de assembleia pelo sindicato, o que, insiste a empresa, não ocorreu.
O sindicato sustenta que não há nenhum prazo expirado para a realização da assembleia e que a proposta da Sadia foi rejeitada duas vezes pelos trabalhadores.
Diante da falta de posicionamento da entidade, apontada na versão da empresa, e do impasse a respeito do reajuste, que tem data-base em outubro, a Sadia pediu a realização da audiência na Delegacia Regional do Trabalho.
O sindicato sustenta que não há nenhum prazo expirado para a realização da assembleia e que a proposta da Sadia foi rejeitada duas vezes pelos trabalhadores.
Diante da falta de posicionamento da entidade, apontada na versão da empresa, e do impasse a respeito do reajuste, que tem data-base em outubro, a Sadia pediu a realização da audiência na Delegacia Regional do Trabalho.
(Jornal do Commercio).







