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Recife

Roupa suja se lava em casa, por Hely Ferreira

  • Marcio Souza
Roupa suja se lava em casa, por Hely Ferreira

Por Hely Ferreira

As recentes declarações da vereadora e prima do presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro causou um fuzuê na cena política nacional. Ao afirmar que a cúpula do partido toma decisões de forma draconiana, a parlamentar simplesmente afirmou algo comum no comportamento dos dirigentes dos partidos políticos nacionais. Não é de hoje que se têm notícias de que a postura adotada por aqueles que têm o controle das siglas no Brasil, é a de se comportar como se fossem donos.

O que causa espanto é justamente pelo fato de que o líder-mor do PSB afirma que defende uma postura diferente, recebendo a alcunha de “nova política”, mas, ao que parece, as práticas são velhas. Como se não bastassem os comentários contundentes da vereadora socialista, o grupo liderado pela ex-senadora Marina Silva não esconde de ninguém sua insatisfação com relação a uma aproximação do pré-candidato à presidência da República, do PSB com o PSDB, visando dividendos eleitorais no Estado de São Paulo.

Ora, nem foi dado oficialmente o início da campanha eleitoral, e a rede de intrigas já começou. O que não se esperava, era que se iniciaria com os aliados e parentes. O chamado fogo amigo tem ganho proporções inesperadas, onde tudo é possível ao homem e principalmente quando o mesmo está ferido. Vale lembrar, as afirmações do grande secretário de Florença quando afirmou que os aliados do príncipe são eternos insatisfeitos e por isso o mesmo não tem amigos.

Acreditar que adotando uma postura de bom moço logrará êxito nas urnas, só mesmo para quem nunca entrou em uma disputa, algo em que não se enquadra o presidente do PSB. Resta saber se conseguirá apagar o fogo amigo, caso contrário, passará mais tempo apagando o incêndio do que cuidando da sua candidatura e dos seus asseclas pelos Estados. Algo desgastante, principalmente se os mesmos necessitam do seu ombro amigo para poder caminhar pelas ruas em busca de voto.

Por Hely Ferreira,

Cientista Político.