Por Valdemiro Cruz
Não é fácil argumentar sobre Fenômenos Sociais que surgem, polemizam, atingem o ápice e pulverizam-se com a mesma característica como surgem, timidamente.
No auge da mídia atualmente, os rolezinhos tem merecido atenção e pronunciamento de políticos, empresários e autoridades, cada um observando sob sua ótica de interesses.
Esse fenômeno é classificado como originário de classes sociais de menor poder aquisitivo, mas de alto poder de articulação através das redes sociais.
Antes esses mesmos personagens, anônimos e ignorados perambulavam nos corredores dos shoppings em pequenos grupos e muitas vezes limitavam-se a tomar um sorvete por absoluta falta de recursos, pois os preços não lhes permitiam mais que isso.
Quase sempre eram alvo das câmeras de monitoramento e seguidos a uma certa distância pelos seguranças uniformizados ou os que trabalham à paisana, vigiados de perto.
A presença de pobres em lugares concebidos para ser frequentado por pessoas de alto padrão de consumo, nunca foi aceita com naturalidade e alegria. A classe “A” paga caro, mas exige exclusividade.
A presença de pessoas que falam e riem alto, vestem roupas de mau gosto e só espiam as vitrines, incomodam os bacanas e as madames.
É bom considerar que estamos em ano político. Não cabe desprezar que boa camada da “nobreza” não concorda com essa convivência, com a ascensão de camada da população brasileira e finalmente com esse governo petista que só deu atenção a pobres.
Também é ano de Copa e a atenção mundial está voltada para o Brasil.
Nada melhor que algum iluminado monopolizar interesses e utilizar redes sociais para arregimentar um batalhão de jovens facilmente manipuláveis para bagunçar o coreto, causar distúrbios, levar pânico e prejuízo a muita gente, além de expor a Polícia a uma situação inusitada e vexatória: se não agir, desmoraliza-se, se agir estará inibindo o direito legal de ir e vir constitucionalmente garantido.
Qual a imagem captada do Brasil desses rolezinhos ao exterior? Isso pode comprometer o fluxo de turismo? E na Copa?
Emissora de TV que insiste em mostrar com destaque essas ocorrências, e em editorial exige providências e segurança ao povo, dedica todas as atenções ao fenômeno, enquanto exibe programa com cenas de beijos calientes entre dupla de participantes de mesmo gênero e triângulo amoroso entre um trio em novela do horário nobre.
Tais cenas forçam muita gente a acreditar que esse comportamento artístico é coisa comum para vida real, daí desprezam conceitos secularmente valorizados pelas famílias e passam a aderir aos novos padrões absorvidos diariamente na TV em doses intensas e contínuas sem perceber que destroem estruturas anteriormente preservadas.
Se os canais de comunicação com o poder de persuasão que exerce sobre o povo, centrasse na necessidade de se fazer um rolezinho moral com bastante insistência nas Assembleias Legislativas, na Câmara e no Senado, simplesmente para pedir que nossos representantes eleitos cumprissem aquilo que prometeram em campanha política, provavelmente os resultados seriam favoráveis a todos.
Os indicadores das pesquisas do IBOPE divulgadas, incomodam demais aos insatisfeitos oposicionistas que não abrirão mão de nenhum recurso para desestabilizar essa tendência a reeleição de Dilma, custe o que custar. Eles não aceitam a ideia que o Brasil mudou e já tentaram pressionando por outras vias, denunciando um apagão que inviabilizaria as indústrias aqui instaladas, criaram um mensalão apostando que ninguém iria preso e que a grana não seria devolvida ao erário, boicotam abertamente Belo Monte, Mais Médicos e através de sucessivas liminares a Transposição do Rio São Francisco e Recuperação e Construção de novas rodovias obstaculizando licitações.
Os que anteriormente condenavam o Bolsa Família, agora assumem que foram os criadores do programa, ora, condenam e acham exagerados os gastos com a Copa, não assumem que acabaram com arrecadação da CPMF e o financiamento ao atendimento a usuários do SUS. Durma-se com um barulho desses.
Quanto aos protagonistas dos rolés, esses são os mais vulneráveis, facilmente alienáveis e sem conhecer quem realmente comanda as ações, para a maioria é simples curtição, outros aproveitam para levar alguns pertences ou objetos mais fáceis pelo medo que provocam nas lojas e aos transeuntes. Salve-se quem puder.
Na moral, na moral…ninguém merece!

Por Valdemiro Cruz, Colunista do Blog.







