A vida dos moradores que residem próximo ao Cemitério de Pombos, no Agreste do Estado, não está nada fácil. Esta semana veio à tona nas redes sociais um vídeo de aproximadamente três minutos que mostra a incineração de resíduos de jazigos e covas de forma inadequada. O episódio gerou revolta entre os moradores, que denunciam essa prática e pedem a intervenção do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
Dois bairros que ficam localizados aos arredores do cemitério, entre eles, a Vila Ficam e Avenida Alto do Frade, são os mais atingidos pela fumaça e pelo mau cheiro advindos da queima dos caixões e outros dejetos, conforme registrou em vídeo um morador:
“(…) dá pra ver várias peças de ossos, de restos de corpos… Vim aqui arriscando a minha vida, em ‘tá’ exalando esse cheiro (…). Vim aqui para mostrar para vocês o que vem acontecendo no Cemitério de Pombos”, narra o autor do vídeo.
“Vale ressaltar que isso não é de hoje, moro em frente e desde criança eu via e vejo até hoje a Incineração de caixões e ossadas”, comentou um morador no Facebook.
A cidade de Pombos, está entre as 37 do Estado de Pernambuco que assinaram, até dia 02 de outubro, um Termo de Compromisso Ambiental (TCA), junto ao Ministério Público. O Termo sobre Gestão dos Resíduos Sólidos, visa, entre outras ações, à substituição dos lixões por aterros sanitários licenciados, entretanto, pelo que se vê, a gestão pública da Terra do Abacaxi, como é conhecida, ainda não segue as diretrizes da adequação, pois os resíduos resultantes da exumação humana devem ter destinação ambiental sanitariamente adequada, a qual não dispõe.








