por Hely Ferreira
Sempre que se fala em política, a primeira ideia que se tem é que se está falando em questões partidárias. Daí, uma ojeriza ao tema, sendo a mesma, um reflexo da conduta de muitos “representantes”. Há quase uma unanimidade no chamado meio evangélico, que “política não é negócio para crente”. O problema é que pela ausência de uma ampla discussão sobre o tema, muitos membros costumam votar em candidatos que corroboram da fé, como se fosse o único critério para eleger alguém.
Falar em ética na política nacional virou um vício, não que não seja importante, problema é que se fala como se a mesma estivesse divorciada da conduta do cidadão e mais ainda dos candidatos. É aí que, se percebe que muito se fala, e pouco se pratica. A chamada sociedade pós-moderna tem procurado rever alguns conceitos que durante anos foram vistos pela como algo dogmático. Valores que antes eram absorvidos de maneira inabordável vivem atualmente perdendo seu referencial.
O problema da pluralidade de ideias é que ataca diretamente uma parcela significativa dos evangélicos, vez que, acostumados a advogarem em torno de temas emblemáticos, sentem sua fé ultrajada pelo modo como a sociedade encara determinados assuntos; produzindo uma religiosidade alienada, acreditando que uma postura hermética livrará a comunidade do laço do passarinheiro, quando na verdade, o caminho seria encarar as dificuldades sem subterfúgios. Como algo necessário a uma reflexão, pensemos na seguinte indagação: se a igreja que você pertence fechasse, será que ela faria falta ao bairro em que está localizada? Se a resposta for negativa, significa que o cristianismo não está sendo praticado em sua essência.
* Este artigo é um resumo da palestra proferida no Centro Organizações Comunitárias da Campina do Barreto, em um evento promovido pela Visão Mundial.

por Hely Ferreira,
Cientista Político.







