Os ouvintes também tiveram sua participação fazendo suas perguntas e esclarecendo suas dúvidas por telefone e e-mail enviados para esse Blog durante o dia. O debate foi coordenado pelo apresentador Lissandro Nascimento. Os assuntos tiveram alto interesse didático, pois se aproximam as provas do Enem e Biologia é um dos pontos fortes deste Exame Nacional.
Começando com uma linguagem de fácil interpretação para os ouvintes, o professor Pedro Ferrer definiu a Biologia como o próprio nome diz, é o estudo da vida, e isso implica vários ramos tornando-se então um verdadeiro oceano em termos de diversidades ou diversificações.
A biologia de uma maneira mais popular divide-se em botânica que se dedica aos estudos das plantas e zoologia que é a parte que estuda os animais onde o homem está inserido.
Os estudos iniciam-se com os protozoários que é o animal de uma única célula e segue a escala zoológica chegando aos metazoários que são os animais de múltiplas células onde se incluem os seres humanos. 
Na zoologia existem subdivisões onde se estuda a anatomia, ou seja, a forma dos organismos que apesar de parecidos mudam conforme sua espécie.
Analisando as teorias evolutivas da existência humana o professor Pedro lembrou do cientista Charles Darwin que completa 200 anos de data de aniversário e 150 anos do lançamento de seu livro “A teoria da evolução”, que
junto com a Genética se fez base para a biologia atual.
Esta teoria de Darwin em princípio se contradisse com a teoria do criacionismo, que é a crença que o mundo foi criado por Deus em seis dias, porque ele quando viu que estava tudo perfeito descansou no sétimo dia.
Pelos exemplares de fósseis que já foram encontrados no mundo, prova-se que o homem vem de um processo evolutivo não tirando, no entanto, o mérito de Deus. 
Na parte de reprodução, o professor Pedro Ferrer fez um resumo de maneira simples e objetiva dizendo que a fecundação é o encontro das Células reprodutoras masculinas (espermatozóide) que vai ao encontro da célula reprodutora feminina (ovócito, popularmente chamada de óvulo).
Quando há o encontro das duas células, o espermatozóide penetra no óvulo fazendo a união dos matérias genéticos, ocorrendo assim, o fenômeno da fecundação, quando após nove meses nasce um novo ser.
Há casos em que um casal não consegue ter filhos de maneira tradicional por problemas diversos – por questões hormonais a mulher não tem fixação do óvulo na parede do útero ou os espermatozóides do homem não tem mobilidade para chegar até o óvulo – então, usa-se o processo de inseminação artificial que é um tubo de ensaio com uma cultura, ou seja, um meio para que as células reprodutivas sobrevivam, o qual o espermatozóide vai fecundar o óvulo que em seguida será implantado na mulher. Pelo fato de ser um tratamento caro, por segurança implanta-se vários óvulos no útero, por isso que às vezes acontecem surpresas como uma mulher ter quatro ou cinco filhos gêmeos.
Quanto a notícia de que os cientistas a partir de uma célula tronco formou um espermatozóide, o Biológo não se mostrou incrédulo, pois quando se coloca uma célula tronco junto às fibras cardíacas, estas por serem células diferenciadas transformam-se em células musculares cardíacas, assim como em cartilagem e em outros exemplos já utilizados na medicina.
Quanto à manipulação de material genético para escolher característica e sexo da criança ele foi bem incisivo em dizer que de uma forma acessível os óvulos da mulher são sempre femininos e já os espermatozóides do homem são misturados. Existem espermatozóides com carga genética para gerar meninos e com carga genética para gerar meninas. Basta apenas separar e utilizar de acordo com o desejo da pessoa, ainda concluindo que além do sexo da criança, o usuário pode escolher características como: cor de olhos, cabelos crespos ou lisos, cor da pele etc.
Sobre DNA e prevenção, ele informou que a ciência e a genética oferecem avanços inimagináveis com relação a prevenções e tratamentos pelo DNA. Identifica-se sexo, parentesco, etnia e muito mais, lembrou. Com relação às prevenções, começam a partir do nascimento da criança com o teste do pezinho e o acompanha durante toda a vida com exames que podem detectar até a predisposição de uma possível doença no individuo.
Ainda na Mesa Redonda, Pedro Ferrer acabou fazendo uma explanação biológica sobre uma matéria apresentada durante o Programa sobre o risco que as mulheres correm ao decidir por uma gravidez tardia, após os 35 anos.
Frisou que as mulheres desde que é fecundada, os óvulos já são formadas dentro do útero da mãe, então ao nascer ela já traz o número de óvulos que é de aproximadamente 800.000 e que ela a partir dos 12 ou 13 anos começa a ovular, iniciando assim os períodos menstruais e automaticamente tendo condições de gerar filhos, salientou.
Já o homem é diferente, segundo ele, não traz seus espermatozóides, eles vão se formando toda vez que ele ejacula ao despejar seus espermatozóides, e em ciclo outros formam-se em seguida.
Portanto, os óvulos da mulher são mais velhos do que ela. Pois são formados quando ainda estava no útero da mãe, então estes óvulos acumulados podem sofrer interferências genéticas, restando neste caso o motivo para que mulheres com idade tardia evitem ficar grávidas.
Produção: Jáder Siqueira, Orlando Leite e Cláudio Gomes.
Equipe: Felipe França, Genilda Alves.







