
João Calvino, criador da Teoria da Predestinação Absoluta.
Por Hely Ferreira
Embora seja visível a falta de interesse por parte de uma parcela significativa do eleitorado pelas eleições, percebe-se que o cenário atual em relação às chamadas Igrejas oriundas do protestantismo histórico, tem sido em resgatar a preocupação com questões sociais.
O velho discurso de que “política não é assunto pra crente”, nos últimos anos já não tem causado tanto impacto. O retorno das congregações em debaterem temáticas do mundo da política partidária, não é fruto do acaso, em parte se deve ao crescimento de parlamentares pertencentes às denominações neopentecostais.
Olhando para o quadro histórico, antes de 01 de abril de 1964 existia uma atuação permanente das Igrejas, mas lamentavelmente, durante o momento sombrio, alguns líderes preferiram silenciar ou se aliarem às práticas atrozes.
Por outro lado, há aqueles que enaltecem o pensamento teológico reformado, mas os mesmos estão bem distantes do lado prático, na verdade, é uma teologia árida, sem praxidade, embora procurem apresentem-se como apologistas do calvinismo. Na prática se assemelham aos marxistas da revolução soviética, que transformaram o pensamento do mestre do socialismo em positivismo, como alertara Rosa de Luxemburgo.
Esperamos que o novo despertar sirva para uma profunda reflexão, levando ao reconhecimento de que é preciso voltar às origens, admitindo que o reformador de Genebra nunca defendeu um comportamento indiferente aos problemas do Estado. Pelo contrário, entendia da necessidade de uma atuação constante do cristão na vida do País.

Por Hely Ferreira,
Cientista Político.







