
Depois de um ano de golpe e retrocessos com o desmonte do Estado e a retirada de direitos trabalhistas, o governo ilegítimo e o Congresso Nacional se preparam para dar mais um golpe na classe trabalhadora. Isso porque a Comissão Especial criada para analisar a reforma da Previdência aprovou, na última terça-feira, o relatório final da PEC 287/16. Prática característica de um sistema autoritário, o prédio da Câmara foi cercado por grades e policiais para impedir o acesso de populares à votação, o que mostra que o governo e o Congresso ignoram a opinião pública, que rejeita maciçamente a reforma.
A previsão é que a PEC seja votada em plenário no início de junho. Para ser aprovada, ela precisa de 308 votos. Temer ainda não tem esses votos, mas autorizou a liberação de verbas no valor de R$ 1,9 bilhão para os deputados que se comprometerem a votar a favor da mudança, em mais uma manobra espúria dentre tantas outras que vem promovendo desde o golpe, que completou um ano na última sexta-feira (12/05).
Mas não será tão fácil aprovar a matéria. A classe trabalhadora já percebeu a necessidade de resistir e promete ocupar as ruas. As centrais sindicais já definiram um calendário de mobilização. De amanhã até sexta-feira, uma série de atividades vai acontecer na Capital Federal, dentro da programação do Ocupe Brasília. Sindicalistas de várias categorias e Estado brasileiros farão um corpo a corpo no Congresso para pressionar os parlamentares a votarem contra a reforma.
Na quarta, dia 17, haverá um ato público contras as reformas – previdenciária, trabalhista e terceirização – e, no dia 24 de maio, será a marcha da classe trabalhadora, quando caravanas de todo o País vão ocupar Brasília. Ao final, será avaliada a necessidade de mais uma Greve Geral, ainda mais forte que a de 28 de abril. O caminho é a luta!
Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Pernambuco – SINDSEP-PE







