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RAPIDINHAS ESPORTIVAS

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Sport encerra temporada em grande estilo e vence por 4×3

O Sport se despediu da temporada 2008 em grande estilo: com três gols de Wilson e um de Durval, o Leão venceu o Coritiba por 4×3 ontem à tarde, na Ilha do Retiro, pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Com o resultado, o Sport encerrou a competição com 52 pontos, enquanto o Coritiba terminou com 53 – os dois times estão garantidos na Série A do próximo ano. No último encontro entre as duas equipes, em agosto, o Coxa havia ganhado do Sport por 3×0, no Couto Pereira.
O primeiro tempo foi uma chuva de gols: nada menos que cinco! O placar foi aberto pelo Sport logo aos 7 minutos, com Wilson balançando a rede depois de receber uma bola cruzada de Moacir. Aos 13, Durval mandou pela esquerda e Wilson ampliou: 2×0. Três minutos depois, o Coritiba diminuiu, com gol de Marlos. A arrancada do Coxa continuou e, aos 31, Keirrison empatou a partida, novamente numa bola passada por Marlos: 2×2. Aos 43 minutos, o Coritiba teve expulso o lateral esquerdo Tiago Bernardi, com dois amarelos, deixando o campo mais limpo para o Sport novamente ficar à frente. E, de novo, através de Wilson, aos 47.
O segundo tempo começou mais equilibrado – pelo menos a depender da formação dos times -, uma vez que logo aos 6 minutos Ciro foi expulso e o Sport também passou a ficar com apenas dez em campo. O Coritiba foi atrás e conseguiu, mais uma vez, empatar. O gol aconteceu aos 32 minutos, numa cabeçada de Rodrigo Mancha. Mas a tarde era mesmo dos donos da casa e, aos 42, o zagueiro Durval, de cabeça, fez o gol da vitória: 4×3.
Ficha do jogo
Sport: Cléber, Sidny, César, Durval e Márcio Goiano; Andrade (Dudé), Júnior Maranhão, Moacir (Juninho) e Kássio; Ciro e Wilson.
Técnico: Nelsinho Batista.
Coritiba: Vanderlei; Arilton (Marcos Tamandaré), Ricardinho, Maurício, Rodrigo Mancha e Tiago Bernardi; Alê, Rubens Cardoso (Henrique Dias) e Guaru (Carlinhos Paraíba); Keirrison e Marlos.
Técnico: Dorival Junior.
Público total: 12.978 Renda: R$ 29 mil
Local: Ilha do Retiro.
Árbitro: Mauricio Aparecido de Siqueira (MT).
Assistentes: Alecio Aparecido Lezo (MS) e Carlos Lustosa Filho (PI).


Eduardo salva o Náutico da degola

Se o jogo que salvou o Náutico do rebaixamento para a segunda divisão tiver um nome, este será Eduardo. Numa atuação brilhante, o goleiro alvirrubro defendeu todas as tentativas de um dos artilheiros da competição, Kléber Pereira, e foi o principal responsável pelo placar de 0x0, na Vila Belmiro, neste domingo (7). O timbu terminou a competição em 16º lugar, superando o Figueirense no saldo de gols (-10x-24).
Quando muita gente esperava o Náutico no 3-6-1, o técnico do Santos pôs em campo um time mais ofensivo com a dupla Felipe e Clodoaldo. Mas o que se viu foi o time com dificuldade defensiva e deixando o adversário trocar passes até com relativa facilidade. Logo no primeiro minuto, Kléber Pereira aproveitou falha de Titi, passou por Eduardo, mas chutou na rede pelo lado de fora.
O lado de fora da rede também recebeu outra bolada dos santistas. Desta vez foi Róbson, que chutou de fora da ára, aos cinco minutos. Um minuto depois, o timbu deu sua primeira estocada. O lateral Ruy bateu rasteiro e Fábio Costa segurou. Mesmo assim, o Santos tinha mais presença ofensiva, o que deixou o técnico Roberto Fernandes muito irritado por seu time não conseguir fechar os espaços, principalmente no meio.
A partir dos 20 minutos, a situação começou a melhorar um pouco para os pernambucanos, que até chegaram a incomodar o goleiro Fábio Costa. Aos 28, Fábio Costa mandou para escanteio um bom chute de Felipe. E, aos 35, o mesmo Felipe bateu falta com muito perigo para o goleiro do Santos espalmar novamente para fora.
Nos minutos finais, o jogo ganhou em emoção e qualquer uma das equipes poderia ter aberto o placar. Aos 43, em chutes de Ticão e Ruy, o goleiro Fábio Costa salvou o Peixe. Aos 45 foi a vez de Eduardo trabalhar. Kléber Pereira bateu falta e a bola explodiu no peito de Eduardo. No rebote, Róbson cabeceou para fora.
O segundo tempo começou como a primeira etapa: o Santos forçando e finalizando sempre com perigo. O Náutico limitou-se a se defender. Em três minutos seguidos – sete, oito e nove – o time da casa chegou bem perto. Nos dois primeiros lances, Molina e Pará chutaram para fora. No segundo, aos nove, Kléber cruzou e Kléber Pereira tentou cabecear por cobertura. Eduardo deu um passo para trás e mandou para fora.
O artilheiro santista teve outra grande chance aos 14 minutos. Ele recebeu quase na marca do pênalti só com Eduardo à sua frente. O goleiro timbu fechou o ângulo e Kléber chutou em cima dele. À medida que a partida avançava, as chances do Santos se sucediam, principalmente com Kléber Pereira. Aos 26, ele tentou de virada e Eduardo fez novo milagre.
Ao contrário do primeiro tempo, quando começou pressionado e depois conseguiu reagir, o timbu não teve forças para molestar a meta de Fábio Costa. Tanto que a dupla de ataque, Felipe e Clodoaldo, pouco tocou na bola. Aos 42, Kléber Pereira tentou de bicicleta e a bola passou raspando o travessão.
Nos acréscimos, o técnico Roberto Fernandes foi expulso. Indignado com os cinco minutos de acréscimos dado pelo árbitro, ele reclamou bastante e chegou até a partir para cima do quarto árbitro, tendo sido seguro pelo médico Paulo Regueira. No último minuto, até Fábio Costa foi para a área, mas Eduardo estava intransponível.
Ficha do jogo:
Santos: Fábio Costa; Pará, Domingos, Adaílton e Kléber; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Róbson (Lima) e Bida; Molina (Fábio Santos) e Kléber Pereira.
Técnico: Márcio Fernandes.
Náutico: Eduardo; Adriano (Everaldo), Vágner e Titi; Ruy, Derley, Ticão, Willian (Eré) e Anderson Santana; Clodoaldo e Felipe (Geraldo).
Técnico: Roberto Fernandes.
Local: Estádio da Vila Belmiro (Santos-SP).
Horário: 16h (de Recife). Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF).
Assistentes: Marrubson Melo Freitas e César Augusto Vaz (ambos do DF).
Cartões amarelos: Kléber Pereira, Felipe, Titi e Adriano.


Tricolores se viram para cumprir prazo

Em meio a alguns pequenos imprevistos ocorridos na última semana, como o atraso nas entregas das cerâmicas que revestirão os banheiros, a diretoria do Santa Cruz corre para encontrar novas saídas e conseguir cumprir a promessa de deixar o José do Rêgo Maciel liberado por completo para a estréia em casa no Estadual 2009, diante do Central, no dia 18 de janeiro. Entrando na sua reta final, alguns trechos atrasaram um pouco o cronograma da obra, porém, segundo o presidente da Comissão Patrimonial do Tricolor, José Augusto de Paula, esses imprevistos serão compensados com o aumento na carga de trabalho. Os setores mais preocupantes são as torres de iluminação e os banheiros.
O caso dos sanitários é o mais fácil de resolver. “Houve um atraso na entrega das cerâmicas que irão revestir os banheiros, mas vamos compensar trabalhando nos fins de semana. Assim conseguiremos entregá-los no prazo estabelecido”, explicou José Augusto. Questionado sobre qual teria sido o motivo desse atraso, o dirigente coral foi bastante claro. “O que acontece é que as empresas estão nos doando os materiais, porque resolveram nos ajudar. Com isso, não tenho razão para cobrar nada deles”, comentou.
Com as reformas nos anéis inferior e superior praticamente finalizadas, a pintura de todo o estádio está programada para começar na segunda-feira. Para isso, a diretoria coral renovou contrato com a Iquine, por mais dois anos, e irá pintar a parte interna e externa do Arruda, incluído a área social do clube.
Já a reforma no campo, um dos quesitos que mais preocupavam a torcida e dirigentes no início das obras, continua de vento em popa. Na última semana, foi concluída a antepenúltima etapa do processo, ao ser colocado todo o colchão de areia no piso. Nos próximos dias, será efetuada a penúltima etapa, com a implantação de um material chamado de solomax (espécie de mistura com terra e adubo). Os rolos de grama estão programados para serem colocado no dia 15 deste mês.
Para não deixar dúvidas sobre a transparência na reforma do Arruda, a diretoria tricolor divulgou, na última sexta-feira, uma lista com dez empresas que contribuíram com doações de materiais. Juntando todas as doações, o valor somado é de R$ 1,1 milhão, sem contar com a contribuição da Phillips, já declarada durante a posse do presidente Fernando Bezerra Coelho. A empresa ficou responsável pela doação dos novos refletores do estádio.

por Berg Araújo.