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RAPIDINHAS ESPORTIVAS

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Náutico dá um baile no Cruzeiro: 5×2

Com um futebol equilibrado e muito eficiente nos contra-ataques, o Náutico goleou o Cruzeiro por 5×2 neste sábado (15), nos Aflitos e deixou a zona de rebaixamento. Com 40 pontos, o time alvirrubro é o 15º colocado e encara o Figueirense na próxima rodada. A goleada foi construída com o belo futebol apresentado pelo atacante Felipe com grande contribuição de seu companheiro de setor, Gilmar.
Antes de completar o primeiro minuto, os donos da casa já mostravam que estavam mais do que ligados no jogo, quando Felipe ganhou o primeiro escanteio. Aos quatro, o gol. Alessandro tocou para Gilmar. Ele trombou com Leo Fortunato e acertou o canto esquerdo de Fábio. Abrir o placar tão cedo era tudo que o Náutico precisava. O Cruzeiro esboçou a reação de forma errada, fazendo lançamentos longos, o que facilitou a vida da zaga timbu.
Somente a partir dos 15 minutos, os mineiros começaram a tocar a bola em velocidade e aos 16 Ramires teve um gol anulado. Ele estava em posição legal, mas a arbitragem marcou impedimento de Guilherme, que estava em posição irregular. Aos 18, os visitantes conseguiram empatar. Henrique tocou para Wagner, no lado esquerdo da grande área. De primeira, o camisa dez chutou forte, sem chance para Eduardo.
Empolgado com a possibilidade de virada, o Cruzeiro foi ainda mais afoito ao ataque. E aí apareceu o bom sistema defensivo e as chances nos contra-ataques. Aos 22, Gilmar entrou na área e foi atropelado por Henrique. Sem vacilar, o árbitro marcou pênalti. Felipe bateu com categoria no canto direito e voltou a deixar os pernambucanos na frente.
Na seqüência, o Cruzeiro teve mais posse de bola, muito disso pelo recuo até um pouco excessivo do Náutico. Mesmo assim, a marcação foi bem executada e Eduardo não passou grandes apuros. O melhor lance foi num chute de Guilherme que Eduardo deu rebote. Porém, Titi apareceu bem para afastar. Já o Náutico poderia ter ampliado com Derley, mas o chute foi fraco.
Para o segundo tempo, o time mineiro veio logo com duas alterações. No entanto, a história do primeiro tempo, felizmente para a torcida do Santa, se repetiu. Aos três minutos, Felipe recebeu de Derley dentro da área. A defesa cruzeirense pediu impedimento que não houve e o artilheiro timbu chutou rasteiro, por baixo de Fábio: 3×1.
Com o placar encaminhando para a vitória, o Náutico voltou a recuar em demasia. Foi a senha para o Cruzeiro novamente lançar-se ao ataque com uma boa dose de irresponsabilidade, já que a retaguarda ficou mais aberta. Ainda assim, Wagner deu um susto na torcida numa bobeira da defesa. Eduardo saiu bem e impediu o gol.
A defesa azul também vacilou. Aos 16, Alessandro cruzou e Gilmar, sozinho, cabeceou para fora. À medida que o tempo passava, o Cruzeiro se abria mais. Mas o Náutico não encaixava o contra-ataque. Com isso, o perigo voltou. Aos 30 minutos, Hamilton tentou cortar chute de Wagner e a bola bateu em seu braço esquerdo. Guilherme bateu bem o pênalti e diminiu para 3×2.
A essa altura, Geraldo já estava no lugar de Willian e foi ele que deu a senha para a goleada. Aos 38, ele lançou Felipe, que desviou de Fábio e a bola sobrou limpa para Everaldo empurrar para o gol vazio. O quinto gol era apenas questão de tempo, pois o Cruzeiro não abriu mão da postura ofensiva. Aos 43, Felipe, o dono do jogo, serviu Gilmar, que deu números finais.
Ficha do jogo:

Náutico: Eduardo; Vágner, Titi e Adriano; Ruy, Hamilton, Derley, Willian (Geraldo) e Alessandro (Everaldo); Gilmar (Kuki) e Felipe.
Técnico: Roberto Fernandes.
Cruzeiro: Fábio; Jonathan (Carlinhos), Leo Fortunato (Thiago Martinelli), Thiago Heleno e Fernandinho; Marquinhos Paraná, Henrique, Ramires e Wagner; Guilherme e Camilo (Thiago Ribeiro).
Técnico: Adilson Batista.
Local: Aflitos.
Árbitro: Sérgio da Silva Carvalho (DF).
Assistentes: Marrubson Melo Freitas e Nilson Alves Carrijo (DF).
Gols: Gilmar, aos quatro; Wagner, aos 18; Felipe, aos 23 do primeiro. Felipe, aos três; Guilherme, aos 31; Everaldo, aos 38; e Gilmar, aos 43 do segundo.
Cartões amarelos: Alessandro, Derley, Ruy, Vágner, Wagner e Ramires.
Renda: R$ 50.370. Público: 16.234.

Sport perde por 3×0 para o lanterna

Com um futebol apático na maioria do jogo, o Sport perdeu para o lanterna Ipatinga por 3×0 neste sábado (15), no Ipatingão. Mesmo com esse resultado, o time leonino consolida a 12ª posição, pois perdera o posto de 11º lugar com a vitória do Atlético Mineiro sobre o Vasco no meio da semana.
Desde os primeiros minutos, o time pernambucano mostrou que seu ritmo em campo seria bastante lento. O meia Fumagalli estava isolado e, para completar, o lateral-direito Sidny não conseguia acertar os cruzamentos. Aos 12 minutos, o Ipatinga teve uma falta pela esquerda.
Ninguém do Sport conseguiu afastar e Ferreira teve tempo para dominar e acertar um belo chute no ângulo de Magrão. Na frente do placar e precisando de vitória, o time da casa fechou-se em seu campo. O Sport só assustou aos 18 quando Fábio Gomes cruzou e Enílton cabeceou para fora.
Para a segunda etapa, Nelsinho sacou Sidny e Enílton para colocar Joelson e Wilson, respectivamente. Com três atacantes, os leoninos melhoraram um pouco. Aos seis minutos, Fumagalli pegou um rebote, mas mandou por cima. Aos 18 minutos, o técnico tentou deixar o time mais criativo com Kássio no posto de Júnior Maranhão.
Embora o time tenha ficado mais aberto, o Sport poderia ter chegado ao empate. Aos 24, Roger teve um gol erradamente anulado. Foi o último suspiro. A partir daí só deu Ipatinga. Aos 39, o zagueiro Gian bateu falta e fez 2×0. Completamente entregue em campo, o Sport ainda tomou o terceiro, aos 49. Magrão fez pênalti em Luciano Mandi. Ferreira bateu bem e fez 3×0.
Ficha do jogo:
Ipatinga: Fernando; Márcio Gabriel, Gian, Silvio e Baroni; Augusto Recife, Júlio, Leandro Salino e Luiz Fernando (Luciano Mandi) Pablo Escobar e Ferreira.
Técnico: Enderson Moreira.
Sport: Magrão; Igor, César e Durval; Sidny (Joelson), Fábio Gomes, Júnior Maranhão (Kássio), Fumagalli e Dutra; Enílton (Wilson) e Roger.
Técnico: Nelsinho Batista.
Local: Ipatingão (Ipatinga-MG).
Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Assistentes: Eremílson Xavier Macedo e Evandro Gomes Ferreira (DF).
Gols: Ferreira, aos 11 do primeiro. Gian, aos 39; e Ferreira, aos 49 do segundo tempo.
Cartões amarelos: Dutra e Augusto Recife.

CT tricolor começa a sair do papel

Visto pelo presidente Fernando Bezerra Coelho como uma das principais metas dos seus dois anos de gestão, a construção de um novo Centro de Treinamento coral já começa a virar realidade. Como o antigo CT de Beberibe foi praticamente abandonado pelos ex-dirigentes do Mais Querido e está localizado num terreno pequeno para estruturar campos e alojamento, a atual gestão do clube selecionou oito terrenos, já tendo visitado todos eles, e irá selecionar um desses locais para ter um local para revelar os novos talentos corais.
Destes oito locais, quatro estão localizados em Camaragibe, três em Paulista e um em Pontezinha. Segundo o dirigente responsável pelo projeto de construção do novo CT coral, o diretor das divisões de base do clube, Fred Arruda, dois terrenos lhe agradaram bastante e a escolha deverá ficar entre um dos dois. “Um de Paulista e um de Camaragibe possuem tudo que nós precisamos para fazer a obra. Áreas grandes e bem localizadas. Vamos fazer uma análise aprofundada de todos eles e mostrar ao Fernando (Bezerra Coelho) para ele bater o martelo”, comentou Fred.

O plano traçado pelos cartolas tricolores é que o local onde o CT irá ser construído seja escolhido até o final deste ano, com a sua construção sendo iniciada no início de 2009 e finalizada no final do mesmo ano. Fazendo questão de esclarecer o que vem sendo comentado pelos torcedores, a compra do novo terreno não está diretamente ligada à venda do antigo CT de Beberibe. “Não precisamos ficar esperando a venda do terreno de Beberibe para começarmos o projeto do novo Centro de Treinamento. Uma pessoa ou empresa pode muito bem efetuar a compra e depois ser paga com a verba do antigo terreno”, explicou Arruda, que fez visitas aos CTs do São Paulo, Vitória e Atlético Paranaense, mas já definiu em qual deles se espalhará para a execução do novo projeto da Cobra Coral. “Vamos fazer algo parecido com o do Vitória. É o mais viável e com ótimos resultados também”, finalizou.

por Berg Araújo.