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RAPIDINHAS ESPORTIVAS

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SPORT

Depois oito jogos de angústia, a torcida rubro-negra pôde, finalmente, voltar a sorrir. Em uma partida bastante acirrada, o Sport venceu o Goiás por 2×1, ontem (09), na Ilha do Retiro, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, e espantou de vez o fantasma do rebaixamento que incomodava o elenco leonino. O primeiro tempo foi o suficiente para definir a partida. Com gols de César e Roger, o Leão chegou aos 45 pontos, continuando na 11ª posição. O próximo confronto dos rubro-negros será no sábado, contra o Ipatinga, em Minas Gerais.

Visivelmente incomodado com o jejum de vitórias que tirava o sono dos jogadores e torcedores, o Sport começou o primeiro tempo pressionando o Goiás no campo de defesa. A equipe esmeraldina, com um forte esquema defensivo, procurava brechas para encaixar um contragolpe na retaguarda leonina. Apesar do ímpeto ofensivo, os rubro-negros criavam pouco, sem conseguir nem ao menos chutar no gol de Harlei. Mas, justamente na primeira finalização, o Leão abriu o placar. Aos 22 minutos, Sidny recebeu passe de Igor no lado direito e bateu de fora da área, a bola veio para César, que dominou e fez o primeiro gol da partida.
O gol fez ferver a Ilha do Retiro, com a torcida empurrando os jogadores para o ataque. Três minutos depois, Fumagalli enfiou uma linda bola para Roger, que, com calma e categoria, ampliou o marcador. Em desvantagem, o Goiás foi obrigado a sair para o jogo, dando espaços para os contra-ataques. Sidny, aos 31, e Júnior Maranhão, aos 33, desperdiçaram boas chances de fazer o terceiro gol. O castigo veio dois minutos depois. Paulo Baier cobrou escanteio e Fahel diminuiu a vantagem dos donos da casa. O gol não abalou os rubro-negros, que seguiam dando trabalho ao goleiro Harlei.
Na volta para o segundo tempo, o jogo corrido e a emoção da primeira etapa parecem ter ficado nos vestiários. Na frente do placar, o Sport não se arriscava ofensivamente, visando não deixar espaços para o Goiás vir para cima. A equipe esmeraldina, por sua vez, não se arriscava muito, tornando a partida bastante burocrática. Com o final do jogo próximo, os goianos resolveram pressionar o Leão no seu campo de defesa. Entretanto, a boa postura defensiva dos três zagueiros rubro-negros e o apoio da torcida, que vaiava a equipe adversária a cada toque na bola, seguraram o placar no 2×1.
Ficha Técnica
Sport – 2
Magrão; Igor, César e Durva; Sidny, Andrade (Sandro Goiano), Júnior Maranhão, Fumagalli (Fábio Gomes) e Dutra; Roger e Carlinhos Bala (Enílton).
Técnico: Nelsinho Batista
Goiás – 1
Harlei; Ernando, Henrique e Rafael Marques; Fábio Bahia (Leandro), Fahel, Ramalho, Lusmar (Fausto), Paulo Baier e Thiago Feltri; Iarley (Alex Terra).
Técnico: Hélio dos Anjos
Local: Ilha do Retiro
Árbitro: Luís Antônio Silva dos Santos (RJ)
Assistentes: Alecio Aparecido Lezo (MS) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ)
Cartões amarelos: Andrade, Carlinhos Bala, Durval, Fumagalli e Fábio Gomes pelo Sport; Iarley, Fahel e Ramalho pelo Goiás
Gols: César (aos 22 do 1°T), Roger (aos 25 do 1°T) e Fahel (aos 35 do 1°T)
Público Total: 17.874 Renda: R$ 74.975,00

NAUTICO

Num jogo monótono, chato e sem quase nenhuma oportunidade de perigo, Coritiba e Náutico empataram sem gols, ontem à tarde, no estádio Couto Pereira, pela 34ª rodada do Brasileirão.

A partida só empolgou os torcedores no final do segundo tempo, quando ambas as equipes, enfim, quase abriram o placar. É bem verdade que o resultado poderia ter sido melhor para os pernambucanos, caso o árbitro Carlos Eugênio Simon tivesse marcado um pênalti claro em cima de William, aos cinco minutos do primeiro tempo.
Apesar do bom resultado conquistado fora de casa, que aumentou a invencibilidade do Timbu em cinco partidas (quatro empates e uma vitória), o único ponto não foi suficiente para deixá-lo fora da zona do rebaixamento. Com as vitórias de Vasco da Gama e Atlético/PR sobre Santos e Figueirense, respectivamente, no último sábado, o Náutico caiu duas posições e agora abre a área da degola, em 17°, com 37. Vasco (15°) e Fluminense (16°) têm a mesma pontuação, mas ganham nos critérios de desempates.
O primeiro tempo entre as equipes foi de dar sono. Apesar de os donos-da-casa terem permanecido com a maior posse de bola (60% x 40%), o primeiro lance polêmico aconteceu em favor dos pernambucanos. Aos cinco minutos, o zagueiro Felipe agarrou o meia William pelo ombro esquerdo, mas o árbitro Carlos Eugênio Simon não marcou o pênalti. Aos dez, quase que o Coritiba abriu o placar, após subida dos três zagueiros alvirrubros para cobrança de escanteio. No contra-ataque, Keirrison saiu em alta velocidade, mas só não conseguiu concluir a jogada porque Gilmar, em alta velocidade, fez o desarme na hora certa.

O propósito do Náutico de se defender e explorar os contra-ataques estava mais do que evidente. Mas a lentidão, que deixou Roberto Fernandes bastante irritado, continuou atrapalhando a segunda parte do plano durante os 45 minutos finais, mesmo com alguns deslizes do Coxa. Para piorar, os times estavam mais preocupados em não tomar gol do que fazê-lo.

Só no final, a partir dos 28, que as coisas melhoraram. Mas os grandes sustos ficaram mesmo para o apagar das luzes. Aos 45, William, entre dois adversários, deu um lindo passe para Kuki, que chutou cruzado tirando tinta da trave. Em seguida, Marcos Tamandaré cruzou da direita, e Ariel ainda cabeceou na trave.

Ficha Técnica

Coritiba – 0
Vanderlei; Maurício, Rodrigo Mancha e Felipe; Marcos Tamandaré, Alê, Marlos, João Henrique (Carlinhos Paraíba) (Leandro Donizete) e Ricardinho; Ariel Nahuelpan e Keirrison (Henrique). Técnico: Dorival Júnior

Náutico – 0
Eduardo; Vagner, Adriano e Titi; Gilmar (Kuki), Reinaldo, Derley, William e Anderson Santana (Caju); Felipe e Clodoaldo (André Oliveira). Técnico: Roberto Fernandes

Local: Couto Pereira (Curitiba)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa/RS)
Assistentes: Katiuscia Mayer Berger Mendonça (Fifa/ES) e Rodrigo Otávio Baeta (MG)
Cartões amarelos: Felipe (Coritiba) e William (Náutico)
Público: 12.105 Renda: R$ 123.225,00.


SANTA

Apesar da ansiedade da torcida pelo anúncio de novidades em relação ao elenco que será montado para o Estadual 2009, a diretoria do Santa Cruz dificilmente irá saciar essa expectativa dos torcedores corais esta semana. Ainda mais pelo fato de o presidente Fernando Bezerra Coelho ter embarcado para Dubai, na última sexta-feira, onde irá cumprir a sua agenda de secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, só retornando ao Recife no dia 21 deste mês.

Sem o mandatário coral, dificilmente os dirigentes irão cumprir a promessa de anunciar contratações de atletas até a próxima segunda-feira.
Apesar da ausência de Bezerra Coelho, o técnico Márcio Bittencourt, o seu auxiliar-técnico e irmão, Nenê Bittencourt, e o diretor de futebol, Antônio Capella, continuam se reunindo diariamente e entrando em contato com vários atletas, porém, como os Brasileiros das séries A, B e C ainda estão em andamento, os nomes dos reforços para a próxima temporada só deverão ser anunciados a partir do final deste mês. “Eu entendo toda a expectativa da torcida, mas temos pressa de contratar, não de anunciar. Continuaremos trabalhando direitinho e analisando os atletas. Os anúncios serão feitos na hora certa”, disse Capella.

Com a ausência do presidente coral, o vice, Sidnei Aires, confirmou que não deverá ser feito nenhum anúncio de mudanças ou contratações antes de Bezerra Coelho voltar de viagem. “Sem o Fernando fica complicado anunciar algo. Mas estamos nos dedicando às coisas internas, estruturando o clube. Quando o Fernando voltar, aí deveremos anunciar de uma vez alguns nomes que o Capella e o Márcio estão nos repassando”, comentou.
Em relação à grande reforma que está sendo feita no Arruda, o presidente da Comissão Patrimonial, José Augusto de Paula, continua garantindo que as obras estão seguindo o cronograma traçado inicialmente e que não será necessário mandar os primeiros jogos do Santa Cruz no Estadual 2009 em outro estádio. Ele também informou que a drenagem do gramado está sendo feita e que a grama deve ser plantada no início de dezembro.

Caso ocorra algum imprevisto nas obras e o José do Rêgo Maciel não fique pronto antes do dia 11 de janeiro, na abertura do Pernambucano, a diretoria tricolor terá muito trabalho para conseguir arrumar um local apto para receber jogos oficiais, já que o provável estádio onde deverá acontecer a pré-temporada coral, o Ademir Cunha, precisa passar por uma série de reformas para poder ser liberado, já que está interditado desde 2006. A diretoria do Mais Querido já estuda um plano B caso o Ademir Cunha não seja liberado.

por Berg Araújo,
na segundas e quintas-feira.