O técnico Nelsinho Batista pode utilizar uma nova formação tática na partida diante do Goiás, que acontece domingo, na Ilha do Retiro. No treinamento de ontem (05), realizado no CT do Sport, o treinador escalou um time sem grandes novidades nos nomes, mas com Igor fazendo uma função diferente, posicionado como lateral-direito.
Dores ainda perseguem atacante Ciro
A lesão no tornozelo direito continua atrapalhando a vida do atacante Ciro. Liberado pelo Departamento Médico do Sport para o jogo contra o Goiás, o jogador estava feliz por ter começado o treinamento de ontem entre os titulares.
Ciro comentou a opção do técnico Nelsinho de colocá-lo no time principal, após ter passado mais de duas semanas afastado. “Passei 19 dias fora e mesmo assim comecei o treino como titular. É um sinal de que o Nelsinho tem confiança em mim. Quero participar do jogo e ajudar o Sport a acabar com essa fase ruim”, disse.
SANTA
Ciente do grande desafio que tem pela frente, a dupla formada pelo técnico Márcio Bittencourt e pelo diretor de futebol, Antônio Capella, não quer saber de perder tempo e passou o dia todo de ontem reunida para discutir a montagem do elenco coral que irá disputar o Estadual 2009.
Apesar de todo o trabalho realizado, nenhum nome foi divulgado pelos tricolores, porém, alguns já começam a ser especulados nos bastidores do Arruda, como o trio do Ipatinga, Mariano, Léo Oliveira (ex-Santa e Sport) e Augusto Recife (ex-Santa), além do volante Éverton (ex-Sport). Como alguns atletas ainda estão atuando nos clubes da séries A e B, apenas os profissionais que não estão em atividade serão anunciados imediatamente.
Em relação à polêmica sobre a liberação do Paulistano, como também é conhecido o estádio, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira, afirmou ontem, que, atualmente, o Ademir Cunha não tem condições de receber jogos do Estadual e até mesmo partidas amistosas.

NAUTICO
O Clube Náutico Capibaribe não ficará parado esperando o andamento do inquérito que a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva instaurou a respeito das confusões ocorridas no jogo contra o Vitória, no último sábado, nos Aflitos. Muito menos ficar escutando calado as acusações que jogadores e dirigentes do time baiano dão a cada dia.
O contra-ataque alvirrubro saiu ontem à tarde, após o vice-presidente jurídico do Timbu, Ivan Rocha, denunciar, no STJD, o Rubro-negro em quatro artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Ainda ontem, com o confirmação da vitória do Fluminense, por 1×0, contra o Figueirense, o Timbu caiu para a 15ª posição, com 36 pontos.
“Não vamos permitir que isso aconteça. A nossa imagem já está muito arranhada nacionalmente, e o Náutico não vai ficar parado”, afirmou Rocha, durante coletiva de imprensa convocada para anunciar qual seria a estratégia adotada pelo lado alvirrubro.
Como ainda não existe nenhuma denúncia oficial contra o Timbu, a defesa, claro, não foi traçada. Mesmo assim, ninguém ficará com os braços cruzados esperando o desenrolar dos fatos. “Vamos esperar o final do inquérito para sabermos se haverá o julgamento. Mas, a partir de hoje (ontem), iremos acionar o Vitória no STJD”, completou.
Os artigos do CBJD utilizados pelo Náutico foram o 221 (oferecer queixa infundada ou dar causa, por erro grosseiro ou sentimento pessoal, à instauração de inquérito ou processo na Justiça Desportiva), com suspensão de 90 a 360 dias, além de multa de R$ 5 mil a R$ 50 mil; o 222 (prestar depoimento falso perante a Justiça Desportiva), que prevê um gancho de 90 a 360 dias e, na reincidência, eliminação; o 252 (ofender moralmente o árbitro ou seus auxiliares), com pena de duas a seis partidas; e o 258 (assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva, em relação a componente de sua representação, representação adversária ou de espectador), que dá uma punição de um a dez jogos.
Já o presidente Maurício Cardoso, ao seu melhor estilo, insinuou uma possível armação entre os rubro-negros baiano e paranaense. “Foi estranha a forma como os jogadores se comportaram dentro de campo, logicamente, incentivados por um bicho por parte do Atlético Paranaense (que luta contra o descenso)”, comentou, para depois alertar: “Tenho uma informação que o Viáfara (goleiro do Furacão emprestado ao Leão da Barra) foi liberado para atuar no jogo entre as equipes.
É muito estranho isso, pois existe uma multa de R$ 100 mil, no seu contrato, caso ele entre em campo. Por isso, o Brasil tem que ficar atento para o que vai acontecer no dia 16 de novembro, em Curitiba”.
Sendo assim, com todos os devidos cuidados sendo tomados pelos que fazem o Náutico, a tentativa do Vitória de tentar punir o Náutico, pela confusão criada por eles próprios, ao término do jogo, sob alegação de o BPChoque da Polícia Militar de Pernambuco ter usado spray de pimenta e abusado do poder poderá sair pela culatra. Ou “o feitiço poderá virar contra o feiticeiro”, como definiu Ivan Rocha.

FPF
Diferente do ano passado, quando delegou funções e deixou para que outras pessoas fizessem as vistorias dos estádios para o Campeonato Pernambucano, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira, resolveu, ele mesmo, acompanhar de perto a situação do locais que sediarão os confrontos do Estadual da próxima temporada. Até o momento, o dirigente já analisou os campos de três equipes, e pretende, até o dia 15 deste mês, terminar a primeira etapa das análises.
Segundo Carlos Alberto Oliveira, todo processo de vistoria será feito em quatro fases, tendo seu último momento no final de dezembro. “Visitaremos logo cedo para evitar o que aconteceu neste ano (o campo do Sete de Setembro foi interditado durante o torneio e no estádio do José Vareda, em Limoeiro, foram colocadas arquibancadas móveis para o local ter a capacidade mínima exigida pelo regulamento da FPF).
Estamos fazendo isso agora para dar tempo de os times realizarem os reparos necessários antes do início da competição”, disse.
Para o presidente da FPF, quatro fatores são fundamentais para um estádio ter condições de receber uma partida do Estadual. Primeiro seria um gramado em boas condições, seguido de vestiários adequados, cabines de imprensa para os profissionais da área e, por último, uma iluminação que dê aos árbitros e jogadores condições mínimas para realizarem um jogo de futebol. “Os vestiários devem estar bem asseados, para receber um ser humano e não um animal”, disparou. 
Dos 12 estádios sedes do Campeonato Pernambucano, três já foram vistoriados: o Gileno de Carli, do Cabo de Santo Agostinho, o Ademir Cunha, de Paulista, e o Carneirão, em Vitória de Santo Antão. Os três precisam de reparos, mas para a Federação, o que está em piores condições é o Carneirão. O principal agravante é o gramado, pois o campo não estava sendo utilizado. “Dei um prazo para eles ajeitarem.
O problema da grama não se resolve tão rapidamente. Daqui a uns 40 dias deve estar quase pronto”, afirmou Oliveira.
Hoje (06), o presidente estará em Caruaru, onde analisará o Antônio Inácio de Souza e Luiz Lacerda, sedes do Porto e do Central, respectivamente. Na próxima semana, será vez dos campos dos clubes do Sertão serem vistoriados. Estádios de Salgueiro, Serra Talhada e Petrolina devem receber as primeiras visitas até o dia 15 de novembro.
por Berg Araújo,
nas segundas e quintas-feira.







