Série A // O grande desafio
Sport quer manter hegemonia recente sobre o Palmeiras e acabar com a invencibilidade do adversário no Parque Antarctica nesta Série A.
Tentando permanecer entre os dez primeiros colocados da Série A, o Sport encara o Palmeiras hoje à noite (04). Desta vez, a missão será mais difícil para o Leão, que vem de três jogos sem derrotas. O time pernambucano tenta quebrar a invencibilidade do adversário dentro do Parque Antarctica no Brasileirão. Até agora, foram 10 vitórias e um empate no campeonato, o melhor aproveitamento como mandante entre as 20 equipes participantes. A partida tem início às 20h30.
Se depender do retrospecto recente, entretanto, o Sport tem tudo para voltar de São Paulo comemorando. Desde o seu retorno à elite do futebol nacional, no ano passado, o time rubro-negro não perdeu para o Palmeiras. Foram quatro vitórias e um empate, onze gols marcados e apenas três sofridos. Fácil? Não é assim que o elenco e a comissão técnica leoninos pensam.”O Palmeiras é o grande favorito para o jogo. Tem o time com o melhor aproveitamento em casa no campeonato e isso basta”, resumiu o técnico Nelsinho Batista, que, por outro lado, garante que o adversário não vai encontar moleza hoje à noite. “Dentro do jogo é outra coisa. O Sport cresce diante de boas equipes e esperamos fazer a mesma coisa desta vez”, acrescentou.O time – O treinador anunciou ontem a equipe que entrará em campo logo mais. O esquema com três zagueiros será mantido.
As duas mudanças certas são a saída do ala-esquerdo Dutra, que levou o terceiro amarelo, para a entrada de Márcio Goiano, e a volta de Carlinhos Bala ao ataque. Quem será o companheiro do baixinho na linha de frente é que não está certo ainda.
As duas mudanças certas são a saída do ala-esquerdo Dutra, que levou o terceiro amarelo, para a entrada de Márcio Goiano, e a volta de Carlinhos Bala ao ataque. Quem será o companheiro do baixinho na linha de frente é que não está certo ainda.
Apesar de Roger ter a preferência, Nelsinho afirmou ontem que ainda tem uma dúvida entre ele e Wilson, que estreou como titular no último domingo na vitória sobre o Internacional. “São jogadores de características diferentes, preciso analisar bem para ver as circunstâncias da partida e o que será melhor “, justificou Nelsinho. Outra ausência será do atacante Enílton, que, por uma cláusula contratual, não pode enfrentar o Palmeiras, clube ao qual está vinculado.
O zagueiro participou das últimas cinco partidas contra o Palmeiras. Na mais recente, em junho na Ilha, entrou no lugar de Igor no segundo tempo – o técnico Nelsinho poupou os titulares.
Sport
Magrão, Igor, César e Durval; Sidny, Andrade, Júnior Maranhão, Kássio e Márcio Goiano; Carlinhos Bala e Roger (Wilson).
Técnico: Nelsinho Batista.
Palmeiras
Marcos; Élder Granja Jéci, Gustavo e Leandro (Jéfferson); Léo Lima, Jumar, Evandro e Diego Souza; Alex Mineiro e Kléber.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Local: Parque Antarctica (São Paulo). Horário: 20h30.
Árbitro: Francisco de Assis Almeida Filho (CE).
Assistentes: Arnaldo Rodrigues de Souza (CE) e Marcos Antonio da Silva Brígido (CE).
O técnico Roberto Fernandes já traçou a sua estratégia para tirar o Náutico, hoje com 23 pontos, das últimas posições na Série A do Brasileiro. Assim como aconteceu na sua primeira passagem pelo clube, no ano passado, quando pegou o Timbu em situação bem mais complicada que a atual, o comandante timbu vê os confrontos diretos como fundamentais para a equipe que quer deixar a zona de degola na competição. Segundo ele, o Alvirrubro terá, a partir do jogo com o Ipatinga, sábado, às 18h20, nos Aflitos, uma série de três destes jogos. “É lógico que nos outros a gente também tem que buscar pontos. Mas, em jogos como o do Ipatinga e também nos confrontos seguidos que teremos fora de casa com Vasco e Atlético-MG, vencer é fundamental. Sábado, aliás, a gente tem a obrigação de vencer para deixar um rival nesta luta cinco pontos atrás”, avaliou Roberto Fernandes, que sabe das dificuldades que o time terá para vencer a equipe mineira. “Também é fato que eles não vão querer deixar a oportunidade de passar a gente escapar. Por isso, peço que o nosso torcedor comparece em peso aos Aflitos, que tem que voltar a ser um trunfo para nós”.
Quando o assunto é o favoritismo, o técnico alvirrubro é enfático: “Dentro dos Aflitos, o Náutico tem sim que ser o favorito como acontecia na reta final da Série A, ano passado. Mas favoritismo não é sinônimo de vitória e só estou otimista quanto ao nosso futuro na competição por conta do empenho do grupo nos dois últimos jogos. Quem apostaria na loteria esportiva que o Náutico empatasse com o Grêmio e com o Botafogo? Acho que só eu como técnico acreditava nisso”, destacou.
Já sobre a formação da equipe, que de acordo com ele será ofensiva, Roberto Fernandes não adiantou muito. Ele só disse que a base do duelo com o time gaúcho – mesmo com as ausências de jogadores suspensos como o zagueiro Negretti e os volantes Alceu e Ticão – será mantida. Desta forma, o Náutico deverá entrar em campo com Eduardo; Ruy, Vágner, Adriano e Alessandro Silva (que deve fazer a sua estréia); Hamilton, Radamés, Paulo Santos e Valdeir; Kuki e Felipe.
Os zagueiros Everaldo, que está recuperado de uma entorse no joelho, e o meia Geraldo, pronto para atuar após ficar um bom tempo parado por conta de um problema na região lombar, só devem voltar à equipe no duelo com o Vasco em 14 de setembro, em São Januário.
Há cerca de um mês no Náutico, o zagueiro Toninho (aquele mesmo que defendeu o time na Série A, ano passado) finalmente assinou contrato para defender o Timbu até o final da temporada. A situação só não foi resolvida antes porque o zagueiro, que veio do Ipatinga, ainda se recupera de uma fratura na tíbia da perna direita em ocorrida em um amistoso com o Cruzeiro, em 26 de abril. “Fiz um acordo de só assinar quando estivesse bem e, como devo estar a disposição do técnico Roberto Fernandes em cerca de dez dias, acertei tudo com o presidente Maurício Cardoso. O ânimo é outro e agora é trabalhar para brigar pela posição”, disse. Já sobre reforços, o clube deve confirmar hoje a vinda de dois jogadores do Inter. Os mais cotados de uma lista de sete atletas são o zagueiro Orozco, os volantes Wellington Monteiro e Ji-Paraná, além dos atacantes Guto e Walter.
O que parecia improvável no turbulento processo eleitoral do Santa Cruz vai acontecer nos próximos dias: a união dos grupos políticos em prol de uma candidatura única. E não será em torno do nome de Antônio Luiz Neto, que lançou sua candidatura, ontem à tarde, com Romerito Jatobá. Pelo contrário. Essa chapa implodiu menos de seis horas depois de composta. Em um trabalho de formiguinha, muito bem feito por algumas lideranças tricolores, no início da noite, foi confirmado o nome de Fernando Bezerra Coelho, atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, como candidato único à presidência executiva do Santa Cruz Futebol Clube.
Em uma reunião na casa do ex-vice-presidente Tonico Araújo, Bezerra Coelho, recebeu o aval de um amplo grupo – formado por mais de dez pessoas – representando a esmagadora maioria dos grupos políticos que compõem o Tricolor. Estavam nesta reunião, inclusive, José Neves Filho e Ricardo de Paula, que representaram a chapa de Antônio Luiz Neto e Romerito Jatobá.
Como Fred Arruda e Fernando Veloso estão viajando, Roberto Freire representou Fred e também Felipe Rêgo. Tonico Araújo falou por Veloso. Além deles, João Braga deu o aval da atual gestão esclarecendo, inclusive, que o presidente Edson Nogueira abrirá o clube e concederá apoio irrestrito. Alguns outros tricolores independentes também se fizeram presente. Nos próximos dias, os trabalhos de costura continuam para compor o restante da chapa, que deve ser bastante ampla. Comenta-se que Fred Arruda, do grupo Aliança Coral, tem tudo para assumir a vice-executiva. Fernando Veloso, do Ninho das Cobras, ficaria com a presidência do Conselho. A Comissão Patrimonial ainda continua aberta.
Conselho – Hoje (04), às 19h30, acontece a tão esperada reunião do Conselho Deliberativo, que deve homologar 30 de setembro como a data para a realização do pleito coral.Aconteceu como em uma eutanásia. Somente a frieza da matemática ainda mantinha viva a esperança tricolor de permanecer na Série C do próximo ano. Não mais. Ontem à noite, os números condenaram o Santa Cruz ao seu mais profundo abismo. A vitória do Caxias sobre o Brasil por 5 x 1, ontem, em Caxias do Sul, empurrou o clube pernambucano para uma queda de conseqüências desconhecidas. Atualmente, o Mais Querido está excluído da disputa do Brasileiro. Para participar da competição na próxima temporada, o Santa Cruz vai precisar assegurar a sua vaga com um bom desempenho no Estadual. A vaga na inédita Série D não está garantida. É necessário conquistá-la. Condição preocupante. Os dois lugares reservados a Pernambuco serão destinados aos times de melhor colocação no Estadual, excluindo as equipes participantes das três primeiras divisões nacionais – leia-se Náutico, Sport e Salgueiro.
por Berg Araújo,
nas segundas e quintas-feira.











