
Que dizem os números? – No período, o governo Lira arrecadou em média 89,55% a mais do que o ex-prefeito Aglailson. Fotos: Arquivo / AVV Imagem
Por Elias Martins
Há muito eu pensava em fazer essa comparação. Ultimo Domingo enquanto assistia o Barcelona ser campeão, mais uma vez, acessei os relatórios rotineiramente acompanhados por mim, e finalmente tirei essa terrível dúvida.
O que você vai ver, é um comparativo do acumulado de receitas mensais dos primeiros 82 meses dos dois governos, corrigidos pelo IPCA de novembro 2015:
José Aglailson (PSB) – 01 de janeiro de 2001 a 31 de outubro de 2007
Elias Lira (PSD) – 01 de janeiro de 2009 a 31 de outubro de 2015

Cada momento é único. Quando em 2008 fazia programas nas Rádios Vitória FM e Tabocas FM, descrevia os vários problemas que se observavam a partir da simples leitura das informações nos sites governamentais.
Hoje, a partir de muitos estudos e capacitação, empenho-me em interpretar aos leitores os vários relatórios municipais que são emitidos a cada dois meses, ora por obrigatoriedade da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), agora um tanto amadurecida, ora por cumprimento da Lei da Informação, que parece estar amadurecendo em velocidade muito maior.
Lá fora, eu uso essas informações para ajudar os municípios interessados buscar equilíbrio administrativo financeiro; As Câmaras interessadas, buscar equilíbrio no processo Legislativo; Aos servidores, através dos sindicatos, contrapor discursos de vitimados dos administradores municipais.
Ainda acreditando na administração Elias Lira, me coloquei a disposição para buscar soluções de equilíbrio, diante de tantas situações absurdas praticadas nos bastidores do Município ainda hoje. Não me deram ouvidos! Os desmandos se avolumam.
Que dizem os números? No período em análise, o governo Elias Lira, mantidas as devidas proporções, corrigidas pelo índice oficial de inflação brasileira, arrecadou em média 89,55% a mais em comparação com o mesmo período de governo continuado do ex-prefeito José Aglailson, alcançando um pique de 105,66% à maior nos primeiros cinco anos comparativos dos dois governos.
Reflitam! Todo esse crescimento de receita nos últimos sete anos, refletem na Educação em baixa pelos índices do IDEB, sobre avaliação dos 17 mil alunos da rede municipal;
Na Saúde, reclamações aos montes, adoçadas pelo estupido crescimento da DENGUE, onde a maior preocupação do gestor municipal tem sido construir e reformar Postos de Saúde, diga-se de passagem, sem a devida manutenção dos serviços;
Na Ação Social, 20 mil famílias enquadradas como miseráveis (recebendo Bolsa Família), num universo de 38 mil famílias existentes na cidade, em uma cidade em plena expansão industrial, que triplicou seu PIB em quatro anos;
Na infraestrutura, as prioridades são políticas de fachadas, como reforma milionárias de praças, em detrimento de soluções sólidas de mobilidade, deixando muitos logradouros de grande volume de utilização veicular de fora.
Saneamento básico está um caos.
Iluminação pública? Outro caos.
Abastecimento? Nem preciso falar.
Meio ambiente? Existe alguma preocupação? O TAPACURÁ e o ATERRO falam por se.
Na tributação, boa parte dos recursos arrecadados agora só serve para pagar um grupo de elite, mantido pelo atual prefeito, que fica com boa parte dos recursos arrecadados. São 21 servidores com salários brutos mensais médios de R$ 31 mil.
A Previdência dos Servidores Municipais está à beira de um precipício, com efeitos devastadores às próximas gestões.
Que o próximo prefeito prepare o espírito!!!
Não vai encontrar COISA BOA NÃO.

Por Elias Martins, colunista do Blog.







