A crise é uma realidade e ninguém discute. Porém, precisamos saber qual o papel dos trabalhadores nesse quadro. A sugestão midiática é ficar passivos e esperar a tempestade passar. Enquanto isso os bancos, as seguradoras de cartão, os especuladores e economistas comprometidos com o projeto neoliberal vão ditando o ritmo. Todos os dias são anunciados bilhões e mais bilhões para socorrer o sistema financeiro à custa dos trabalhadores, que ainda têm que conviver com o desemprego ou o fantasma dele.
Todo esse cenário contribui para tentativas de exploração ainda maior dos trabalhadores e de retirada de direitos, além de colocar sobre os nossos ombros a responsabilidade de escolher entre continuar empregado aceitando a redução de salários ou o desemprego em massa, ou seja, os capitalistas tentam nos impor seus prejuízos como se fossemos nós os grandes responsáveis pela bancarrota atual.
Todo esse cenário contribui para tentativas de exploração ainda maior dos trabalhadores e de retirada de direitos, além de colocar sobre os nossos ombros a responsabilidade de escolher entre continuar empregado aceitando a redução de salários ou o desemprego em massa, ou seja, os capitalistas tentam nos impor seus prejuízos como se fossemos nós os grandes responsáveis pela bancarrota atual.
Todavia, quando o crescimento econômico era evidente, os capitalistas não repartiram seus lucros com seus funcionários. Só para lembrar: em 2007 o PIB ( Produto Interno Bruto) teve crescimento de 5,4%, pouco maior que o de 2008 (5,1%); se comparado aos 2,9% em 2006; 2,3% em 2005; 4% em 2004 demonstra que não se justifica a ofensiva do capital.
Como se não bastasse o governo mantém o famigerado superávit primário – dinheiro destinado para pagar a dívida pública, que é alimentada pela elevada taxa de juros. O que não se vê são decisões que protejam o trabalhador e seu emprego.
Ousadia e firmeza de princípios
Como resposta à crise, os trabalhadores franceses foram às ruas e fizeram greve geral, demonstrando disposição para enfrentar os inimigos de classe e não pagar pelo desastre econômico que se abate sobre o mundo.
O capitalismo há muito não consegue dar provas de sua viabilidade, ao contrário, promove a miséria por toda parte, é o “Midas” ao avesso. E sua face precisa ser denunciada. A globalização é o instrumento de disseminação mais eficaz na proliferação das mazelas engendradas pelo sistema vigente.
Como se não bastasse o governo mantém o famigerado superávit primário – dinheiro destinado para pagar a dívida pública, que é alimentada pela elevada taxa de juros. O que não se vê são decisões que protejam o trabalhador e seu emprego.
Ousadia e firmeza de princípiosComo resposta à crise, os trabalhadores franceses foram às ruas e fizeram greve geral, demonstrando disposição para enfrentar os inimigos de classe e não pagar pelo desastre econômico que se abate sobre o mundo.
O capitalismo há muito não consegue dar provas de sua viabilidade, ao contrário, promove a miséria por toda parte, é o “Midas” ao avesso. E sua face precisa ser denunciada. A globalização é o instrumento de disseminação mais eficaz na proliferação das mazelas engendradas pelo sistema vigente.
Entender o porquê e como se desenvolve a crise tornou-se o desafio dos que estudam o modo de produção capitalista, porém, lutar contra o aumento da exploração e da miséria é o dever dos trabalhadores e das trabalhadoras que almejam um futuro melhor.
Nesse sentido cumpre papel prioritário a unidade do proletariado em torno de bandeiras de luta que visem manter e ampliar as conquistas trabalhistas. Participar das jornadas de lutas das centrais sindicais e fazer campanhas salariais criativas e politizadas, defendendo a implementação do piso salarial na educação pública, bem como a manutenção de direitos e recomposição das perdas salariais no setor privado, são algumas das atitudes a serem tomadas pelas categorias nesse momento.
A luta de classes toma nova forma na conjuntura momentânea e pode servir para a elevação da consciência dos trabalhadores, para isso é necessário que o movimento sindical radicalize no conteúdo, denunciando o sistema e apontando outro caminho para a humanidade, sem perder a perspectiva de utilizar formas que o aproxime cada vez mais da sua base. Em outras palavras, a firmeza de princípios não deve ser confundida com a radicalidade de palavras e a perda de capacidade de negociação, sob pena de prejuízo para a classe obreira.
por Daniel Max,
Sociológo e Colunista do Blog.







