Paciente de cinco anos caiu na fogueira e corre risco de morte. Outro perdeu a mão e parte do antebraço. Terceiro sofreu lesões oculares.
As crianças foram as principais vítimas de acidentes com fogos e fogueiras registrados durante as festividades juninas este ano. O balanço divulgado na manhã desta segunda-feira pela Unidade de Queimados do Hospital da Restauração (HR) traz 56 pacientes atendidos de 1º de junho a 1º de julho, entre eles 36 crianças. O índice geral aumentou 14% em relação ao ano passado, quando foram atendidos 51 queimados. Em 2014 foram socorridos 49 feridos.
“Nossa preocupação este ano foi com o aumento considerável de crianças acidentadas, o que não vinha acontecendo nos últimos anos. Foi de uma forma assustadora. Onde está a supervisão dos adultos?” questiona o chefe da unidade, doutor Marcos Barreto. Segundo o médico, foram atendidos casos gravíssimos. “Uma criança de cinco anos caiu em uma fogueira e ficou ‘assando’. Corre risco de morte altíssimo. Outra perdeu a mão e parcialmente o antebraço depois de bater num explosivo com uma pedra. Outra acendeu uma estrelinha e jogou em direção ao rosto de uma coleguinha, que sofreu lesão ocular grave e perda de material da face”, detalhou o especialista que, apesar de tantos anos de profissão, não se conforma com acidentes que poderiam ter sido evitados. Entre os pacientes adultos, há um caso de homem com as duas mãos decepadas e outro com fraturas múltiplas. “Esse trabalho de orientação exclusivamente nessas duas semanas de festividades não adianta. As pessoas dizem: ‘Eu não sabia que isso podia acontecer… “, sugere Barreto.
Diário de Pernambuco








