por Hely Ferreira

O número da participação dos evangélicos na política tem crescido de maneira voraz, mas em contrapartida, não se pode afirmar em relação à qualidade da mesma. O que no passado era visto como algo danoso a preparação para eternidade, aos poucos se tem assistido uma postura diferente. O problema é que quando se volta os olhos para aprender com o passado, se percebe muito anacronismo.
A falta de uma participação ativa nas questões sociais, não está amparada na história de vida dos reformadores, pelo contrário, embora adotassem o modelo econômico espartano para suas vidas, a conduta social era de influência ateniense.
Durante o período do governo de Nassau sua formação calvinista, fazia entender que as atividades realizadas durante o dia de domingo, devem está ancoradas em algo relevante para o Senhor, daí, nem os engenhos funcionavam no primeiro dia da semana.
Em ano eleitoral, não são poucos os candidatos que se apresentam como evangélicos, porém, a comunidade precisa refletir em relação a algumas questões, dentre elas destacamos: primeiro, se deve votar em alguém só por ser evangélico; segundo, se o seu voto não está sendo visto como uma moeda de troca, ou seja, pensando em retribuições futuras, como por exemplo, conseguir transporte para alguma atividade da igreja em que congrega; terceiro, se não deseja que o candidato lute para que o Estado seja teocrático. São alguns critérios que tendem a atrapalhar o bom entendimento do que é ser cristão.

Por Hely Ferreira,
Cientista Político.







