Doze homens foram presos durante a Operação Mercador da Polícia Civil do Estado (PCPE) por fraude no concurso público para guarda municipal da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte do Ipojuca (Amttrans), Litoral Sul do Recife, na última quinta-feira (16). Os acusados foram encaminhados ao Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife, onde aguardam julgamento. De acordo com a delegada responsável pelo caso, Patrícia Domingos, da Delegacia de Crimes Contra Administração e Serviços Públicos (DECASP), os criminosos usavam ponto eletrônico para passar as respostas a candidatos. Os 19 primeiros colocados tiraram a mesma nota. Eles acertaram todas as questões, com exceção da 18ª, em que marcaram a mesma alternativa equivocada: a letra “E”. As investigações já duram dois meses.
O líder da quadrilha, o técnico judiciário do Tribunal de Justiça do Estado (TJPE) Anderson Lima Ribeiro, 32 anos, não chegou a ser preso, pois foi assassinado dias antes da deflagração da operação, na última terça-feira (14), em Salgadinho, Olinda. A Polícia não sabe ainda se a causa do homicídio tem ligação com o crime.
Além dele, o chamado “braço intelectual” da organização criminosa era composto pelos guardas municipais do Recife Thiago Vaz de Araújo Silva, 31, e Thiago augusto Nogueira Leão, 29; pelos guardas de Itapissuma Augusto César Nascimento da Silva, 38, e Gledson Antônio Bandeira, 27; pelo eletricista Brunno Henrique de Sena, 20;. Este também fazia parte do “braço armado”, liderado pelo agente penitenciário Márcio Manoel Soares Gomes (conhecido como Márcio Bronca), 37 anos, além de Jonata Zoberto Verçosa de Lima, 31, Elter Leão de Castro, 26, (ambos guardas de Itapissuma); o motorista Clélio Torres de Paiva Júnior, 30; e Jefferson Faustino da Silva, 29, único que permanece foragido da justiça.
“A quadrilha agia da seguinte forma: alguns dos membros se inscreviam no concurso que seria fraudado, no caso para agente de trânsito de Ipojuca. Eles faziam a prova, cada qual era responsável por fazer uma disciplina. Eles saiam antes do horário final da prova, se reuniam, montavam o gabarito global da prova e após a montagem desse gabarito eles, simplesmente, repassavam através de ponto eletrônico para os beneficiários da fraude”, afirmou Patrícia Domingos.








