O núcleo socialista decidiu ontem apresentar um candidato a presidente da República em 2018. O partido decidiu também lançar candidaturas próprias nas capitais e cidades-polo de todos os Estados nas eleições de 2016. O assunto foi tratado ontem na reunião da comissão executiva nacional, em Brasília. Na avaliação dos socialistas, a postura de independência assumida pelo PSB tem atraído filiados em todo o País. “Estamos cada dia mais fortalecidos e muito procurados por pessoas interessadas em fazer parte do partido”, comentou o prefeito do Recife e primeiro-secretário geral do PSB nacional, Geraldo Julio.
No final do encontro, a comissão executiva emitiu uma resolução na qual reitera a posição de independência com uma atuação “crítica e propositiva” da sigla em relação ao governo Dilma. “Estamos mantendo o papel que assumimos em 2013, quando saímos do governo. Em 2014, tivemos candidato a presidente e no segundo turno não votamos na candidata do governo. A partir daí passamos a ser oposição. Mas para isso não precisamos nos aliar a forças mais radicais”, observou Geraldo Julio.
Na resolução, o PSB faz críticas à gestão de Dilma, afirmando que a petista está “entregue a forças conservadoras e antipopulares”, com as quais negocia sua “sobrevivência”, sem conseguir restaurar a governabilidade. “Os resultados, apesar da enorme ginástica em termos de articulação política, são pouco expressivos para fins da ampliação da governabilidade, particularmente porque se subordinam à lógica da concessão de postos e cargos para os quais sempre há uma demanda muito maior do que a oferta, especialmente em tempos de restrições orçamentárias”, afirmam os socialistas na resolução assinada pelo presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.
O documento menciona a rejeição das contas de 2014 da administração petista, e diz que o partido “não apoiou pedidos de impeachment da presidente”, mas também não tem se posicionado “contra aqueles que se mobilizam pelo afastamento”. No rol das críticas entra a condução da economia. A saída da crise, na visão socialista, passa pela retomada do estímulo ao investimento e pela dignificação do trabalho. “Não desejávamos, como não queremos hoje, um modelo econômico baseado em aumento do consumo, do crédito, e do endividamento”.
Diário de Pernambuco







