
Charge JC
da Coluna Cena Política, do Jornal do Commercio desta segunda-feira
Quando decidiu não mais disputar a reeleição em 2010, o deputado federal Roberto Magalhães colocou, entre os motivos que elencou para a sua decisão, a proibição do uso de outdoors na campanha. Argumentava que parte do seu eleitorado era formado pelo voto de opinião e que esse tipo de publicidade era a melhor forma de se aproximar do eleitor. Ele tentou, quando ainda estava no Congresso, liberar esse meio de propaganda vetado em maio de 2006 para evitar o abuso econômico.
A campanha eleitoral deste ano mostra que, se não é o mais barato, pelo menos o outdoor é uma forma mais organizada de fazer a publicidade.
O que se vê nas calçadas, hoje, é uma disputa desmedida por espaço para colocar as placas de candidatos. Em alguns casos, corre-se o risco de, ao atravessar a rua, o cidadão não ter como subir na calçada, de tão próximas que estão uma da outra. Isso sem falar no mundo de pedras usadas para sustentar as peças e que ficam pelas calçadas à noite, após a retirada das placas. Não raras vezes, essas propagandas também caem no meio da rua, atingindo os carros.
Ou seja, o que era para evitar o abuso econômico, acabou se transformando numa coisa danosa. Que deixa a cidade feia e termina conquistando a antipatia do eleitor.







