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Projétil Palaciano

  • A Voz da Vitória

por Hely Ferreira*

Os escândalos envolvendo os possíveis sucessores diretos ao cargo de presidente da República, fez com que o senhor Luís Inácio Lula da Silva criasse em seu laboratório outra alternativa. Por conta da necessidade, alguns aliados sonhavam com a possibilidade em se credenciar em receber a bênção planaltina.
Apostando nisso o deputado Ciro Gomes tentou se fortalecer para o pleito, mas como sempre, o Partido dos Trabalhadores não abriu mão em ser cabeça da chapa, principalmente em se tratando da sucessão presidencial.

A candidatura de Ciro Gomes sempre foi natimorta. Vejamos alguns motivos: o primeiro deles está atrelado a um desejo do presidente Lula, vez que sempre externou o afã de apenas uma candidatura ligada ao seu grupo político; caso o Partido Socialista Brasileiro insistisse com candidatura própria, estaria colocando em risco à reeleição do presidente nacional do partido ao governo de Pernambuco; ao transferir o domicílio eleitoral para o Estado de São Paulo deixou margem para tornar-se um candidato stand by.

A saída de Ciro Gomes da disputa já era esperada por todos, como também as recentes declarações. Segundo alguns órgãos da imprensa, o deputado pelo Estado do Ceará andou questionando a competência da candidata palaciana, embora o parlamentar negue as afirmações. Mas em se tratando dele, disparar projéteis é algo natural, basta lembrar como saiu do PSDB.

O desenho criado por Lula fez de Ciro Gomes refém do Planalto Central, deixando-o praticamente na dependência do aval presidencial.

Mas, como em nome da sobrevivência eleitoral “tudo é possível”, é provável que se a senhora Dilma for vitoriosa e o deputado ainda estiver no PSB ou em outra sigla que comungue com o governo da candidata petista, o mesmo venha fazer parte do ministério. Quem sabe não seja dessa vez que a Sudene seja “reaberta blindada à corrupção”, como ele mesmo afirmou quando era ministro durante o primeiro mandato do atual presidente.

por Hely Ferreira,
Cientista político.