Visitas: 11

A Voz da VitóriaA Voz da Vitória
Recife

Professores estaduais não são notificados e continuam greve

  • Marcio Souza
Professores estaduais não são notificados e continuam greve
Categoria decidiu pela greve durante assembleia na última sexta-feira (10) Foto: Sintepe/Divulgação

Categoria decidiu pela greve durante assembleia na última sexta-feira (10) – Foto: Sintepe/Divulgação

Apesar da greve dos professores estaduais de Pernambuco ter sido considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), os docentes ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) ainda não voltaram às salas de aula. Eles alegam que ainda não foram notificados oficialmente sobre a ilegalidade da mobilização. O desembargador Jovaldo Nunes acatou nessa quarta-feira (15) o pedido do governo de Pernambuco e decretou a suspensão imediata da greve. Foi determinado que, caso a decisão seja descumprida, o Sintepe pagará multa de R$ 30 mil por dia.

“Apesar do sindicato ainda não ter sido notificado, adianto que vamos recorrer da decisão do TJPE. De qualquer modo, a decisão de acabar ou continuar a greve só pode ser tomada numa assembleia”, destaca o diretor jurídico do Sintepe, Ronildo Oliveira. A próxima assembleia será sexta-feira (17), às 9h, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda.

Os professores da rede estadual de ensino, onde estudam cerca de 650 mil alunos, estão em greve desde a última segunda-feira (13). A principal reivindicação dos mestres é o reajuste de 13,01% para toda a categoria. Lei estadual vai conceder esse percentual de aumento apenas para quem tem nível médio (antigo magistério).

Em nota do TJPE enviada à imprensa, o desembargador diz que há indícios de ilegalidade/abusividade no movimento – que será analisada quando do julgamento do mérito da ação – por ter sido “deflagrada por tempo indeterminado, bem como pelo fato de o sindicato réu não ter avisado previamente ao Governo do Estado de que deflagraria o presente movimento, além de ter havido interrupção total do serviço essencial do magistério, desconsiderando, assim, a essencialidade do serviço público da educação.

Com informações do JC Online.